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Pesquisadora principal no CEPID CancerThera, Elba Etchebehere é nomeada para para integrar Coalizão Global de Diagnósticos da Organização Mundial de Saúde (OMS)

Dra. Elba Etchebehere, pesquisadora principal no CEPID CancerThera e professora da da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM/Unicamp), recém-nomeada para para integrar Coalizão Global de Diagnósticos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Dra. Elba Etchebehere, médica nuclear, pesquisadora principal no CEPID CancerThera e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM/Unicamp), foi nomeada para compor o grupo de trabalho sobre “Integração da atenção primária à saúde e da cobertura universal de saúde” da Global Diagnostics Coalition (GDC). A nomeação, realizada sob indicação da Federação Mundial de Medicina Nuclear e Biologia, reconhece a trajetória da pesquisadora na implementação de resoluções da Assembleia Mundial da Saúde (AMS).

A ocupação de postos em instâncias internacionais transcende o reconhecimento individual da pesquisadora. “Esse movimento reforça o papel da ciência brasileira no cenário global, assegurando que as realidades e as necessidades dos países em desenvolvimento sejam consideradas na formulação de diretrizes clínicas e políticas públicas”, avalia Etchebehere. 

A atuação de pesquisadores que transitam entre a bancada e a governança institucional, como é o caso de Etchebehere, torna-se, assim, um diferencial estratégico, pois é nesse diálogo que o conhecimento técnico se converte em influência política, permitindo que a inovação científica avance de forma democrática e seja efetivamente incorporada aos sistemas de saúde.

A presença da professora na GDC reforça o compromisso do CancerThera com a inovação translacional e com a articulação de políticas que garantam o acesso seguro e baseado em evidências a tecnologias diagnósticas e terapêuticas, consolidando o papel da pesquisa brasileira na construção de agendas globais de saúde.

Atuação estratégica e impacto no sistema de saúde

A GDC, uma rede gerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atua como uma plataforma colaborativa que reúne organizações internacionais, instituições acadêmicas e sociedade civil para superar as barreiras no acesso a diagnósticos globais. O grupo de trabalho ao qual Etchebehere se junta tem como missão central traduzir normas globais em políticas nacionais, promovendo a integração consistente de diagnósticos nos pacotes de benefícios e nas estratégias de atenção à saúde. 

Neste contexto, a contribuição específica da pesquisadora será a de trazer a perspectiva da Medicina Nuclear para o debate sobre políticas públicas internacionais, orientando como tecnologias diagnósticas avançadas podem — e devem — ser integradas aos sistemas de saúde para otimizar o diagnóstico precoce e o cuidado oncológico.

Como membro do grupo, Etchebehere contribuirá para o desenvolvimento de ferramentas práticas, estudos de caso e mecanismos de suporte para que os países possam incorporar diagnósticos essenciais em seus sistemas de saúde, reduzindo a lacuna entre a disponibilidade global de tecnologia e o acesso real na ponta. O trabalho visa a garantir que os diagnósticos sejam vistos não apenas como partes isoladas, mas como um pilar essencial para a equidade e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de outros sistemas de saúde.

“Participar desta iniciativa é uma oportunidade única de posicionar a Medicina Nuclear onde as decisões globais acontecem, contribuindo para que as evidências científicas sejam traduzidas em práticas de saúde sustentáveis e acessíveis”, destaca a pesquisadora.

Texto: Xenya Bucchioni

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