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Pesquisadora do CancerThera é destaque em debate sobre inovação em oncologia no JP Conecta Saúde

O avanço tecnológico na medicina tem transformado radicalmente a forma como a oncologia enfrenta um de seus maiores desafios: a detecção precoce e assertiva do câncer. Esse cenário de profundas mudanças esteve no centro dos debates de mais uma edição temática do JP Conecta Saúde – O Futuro da Oncologia, evento  realizado pela Jovem Pan no dia 16 de setembro, em São Paulo, com apoio da Siemens Healthineers e do Einstein Hospital Israelita. Reunindo profissionais da prática clínica, pesquisadores e especialistas, os rumos da inovação no setor da oncologia foram discutidos por meio de diferentes perspectivas e painéis temáticos.

Com uma programação estruturada em torno de eixos complementares para abranger os principais desafios da área, o evento abriu os trabalhos com o Painel 1, dedicado à Predição, Genômica e Diagnóstico Avançado, que debateu novas tecnologias para diagnóstico precoce e personalizado, com destaque para genética, exames de imagem, teranóstico e inteligência artificial. Na sequência, o Painel 2 abordou as Fronteiras do Tratamento Oncológico, explorando novamente avanços em teranóstica, e também radioterapia de precisão, medicina intervencionista e cuidado integrado ao paciente, enquanto o Painel 3 debateu Terapias Gênicas, Pesquisa e Capacitação, destacando ensaios clínicos e a formação de profissionais para o futuro da área.

Integrando as discussões do primeiro painel, a Dra. Barbara Juarez Amorim, médica nuclear, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Clínicas da Unicamp e gerente de Difusão do Conhecimento do CEPID CancerThera, levou a perspectiva da medicina nuclear, especialidade médica que utiliza imagens funcionais e radiofármacos para diagnóstico e tratamento, para o centro do debate sobre o papel das novas ferramentas diagnósticas, o teranóstico e a integração tecnológica na prática clínica.

Ao refletir sobre a importância de expandir essas discussões para além dos muros acadêmicos, Amorim destaca que eventos como o JP Conecta cumprem um papel fundamental ao aproximar a ciência da sociedade e dos diferentes atores do setor de saúde. “É essencial que a informação correta e embasada em evidências científicas chegue até a população. A melhor maneira de combater as fake news é levando o conhecimento até as pessoas”, pontua.

Da esq. para a dir.: Dr. Fernando Moura, gerente médico do Centro de Multiômicas do Einstein Hospital Israelita, Dra. Barbara Juarez Amorim, médica nuclear, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Clínicas da Unicamp e gerente de Difusão do Conhecimento do CEPID CancerThera e Dr. Gilberto Szarf, gerente médico do Departamento de imagem e radiologia do Einstein Hospital Israelita.

Amorim também ressalta a importância da prevenção e do diagnóstico precoce: “Quando falamos de oncologia, temos sempre que lembrar das medidas de prevenção do câncer como bons hábitos alimentares e atividades físicas. Além disso, é essencial que seja divulgado amplamente os exames e as medidas de detecção precoce do câncer pois a descoberta precoce traz maior chance de cura aos pacientes”.

A pesquisadora chamou atenção ainda sobre a importância de se falar sobre a medicina nuclear e o teranóstico. “A medicina nuclear é uma especialidade segura e seus exames de imagem como o PET/CT são altamente sensíveis para mapear as células tumorais no organismo. O teranóstico é uma das novas fronteiras da terapia do câncer e é muito importante que haja investimentos público-privado na área assim como investimentos em pesquisas científicas. O CancerThera é um grande exemplo disso e tem pesquisado novas terapias com radiofármacos em diversos tumores”, conclui.

Texto: Xenya Bucchioni

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