Skip links

HORA CAMPINAS I Entre a precaução e a confiança: o desafio da comunicação de risco

 Por Carmino de Souza e Andrea von Zuben

Em 8 de junho de 2026, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue do Instituto Butantan.

A medida seguiu o protocolo esperado: diante de 42 casos de eventos adversos graves entre mais de 500 mil vacinados, cerca de 0,008% do total, o sistema de farmacovigilância funcionou como deveria. Do ponto de vista técnico, a decisão foi adequada.

O desafio não está na decisão em si. Está no que acontece depois dela.

Para profissionais de saúde pública, suspender temporariamente uma vacina enquanto eventos adversos são investigados significa que os mecanismos de monitoramento estão funcionando e que a segurança da população permanece como prioridade. Para grande parte da população, entretanto, a mensagem pode ser outra, muito mais simples e definitiva: a vacina não é segura. Essa interpretação, uma vez estabelecida, é extremamente difícil de reverter.

O Brasil já vivenciou situações em que a percepção pública sobre a segurança das vacinas influenciou diretamente a adesão da população. Durante a pandemia de Covid-19, relatos de eventos adversos raros receberam ampla repercussão, contribuindo para o aumento da hesitação vacinal e para a redução da adesão às doses de reforço, apesar das evidências robustas demonstrando que os benefícios da vacinação superavam amplamente os riscos.

(…)


LEIA O TEXTO ORIGINAL NA ÍNTEGRA NESTE LINK.

Utilizamos cookies para aprimorar sua experiência no website.
CancerThera
Arraste!