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	<title>CEPID CancerThera</title>
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	<description>Centro de Inovação Teranóstica em Câncer</description>
	<lastBuildDate>Mon, 12 Oct 2026 19:23:12 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Diretor do CEPID CancerThera, Dr. Carmino Antonio de Souza, toma posse como membro titular da Academia de Medicina de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2026 15:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-Tela-2026-10-09-as-16.55.47.png" alt="" class="wp-image-16298" style="width:449px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Dr. Carmino Antonio de Souza, pesquisador principal e diretor no CEPID CancerThera durante seu discurso de posse, destacando o compromisso com a ética, o rigor científico e o legado da medicina nacional.</figcaption></figure></div>


<p>Em cerimônia realizada no último dia 7 de outubro, o pesquisador principal e diretor no CEPID CancerThera, <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmino-antonio-de-souza/">Dr. Carmino Antonio de Souza</a>, tomou posse oficialmente como membro titular da Academia de Medicina de São Paulo (AMSP). <a href="https://www.cancerthera.org.br/pesquisador-principal-no-cepid-cancerthera-carmino-antonio-de-souza-e-eleito-membro-titular-da-academia-de-medicina-de-sao-paulo/#:~:text=Apoio%3A%20Pesquisador%20principal%20no%20CEPID%20CancerThera%2C%20Carmino,10%20de%20junho%2C%20o%20m%C3%A9dico%20onco%2Dhematologista%20Dr.">A eleição do médico e professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp) havia ocorrido em Assembleia Geral Extraordinária, realizada em junho deste ano.</a></p>



<p>Fundada em 1885 — poucos anos após a Academia Nacional de Medicina —, a AMSP abriga um valioso acervo histórico de fontes de pesquisa e conhecimento, além de atuar como um ambiente acadêmico de referência para o debate de atualidades e de grandes temas da medicina. Ao assumir a cadeira que já foi ocupada por figuras ilustres da saúde pública e da medicina paulista, como os professores José Aristodemo Pinotti, Raul Carlos Briquet e Enio Buffolo, o novo acadêmico definiu a ocasião com franqueza: &#8220;Para mim é um fato muito honroso e de alta responsabilidade&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-Tela-2026-10-09-as-16.54.03.png" alt="" class="wp-image-16299" style="width:627px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Dr. Carmino Antonio de Souza, pesquisador principal e diretor no CEPID CancerThera, durante cerimônia que oficializou sua posse como membro titular e honorário da Academia de Medicina de São Paulo (AMSP).</figcaption></figure></div>


<p>Com uma trajetória exemplar dedicada à onco-hematologia, ao transplante de medula óssea e à gestão em saúde — tendo atuado como secretário de Saúde do Estado de São Paulo e do município de Campinas, além de vice-presidente da FAPESP —, Souza enxerga a honraria como um marco integrador de sua jornada. “Estou em uma fase da vida em que receber este reconhecimento me faz pensar que tudo valeu a pena e que devo seguir, dentro de minha capacidade física e intelectual, servindo a nossa sociedade e a comunidade que atua nas ciências da vida&#8221;, avalia.</p>



<p>Diante da representatividade institucional da Academia, ele adiantou que pretende somar forças ao trabalho da entidade: &#8220;Na AMSP eu pretendo participar, sempre que possível, de suas atividades científicas e culturais. De minha parte, levarei aquilo que já faço e divulgo em termos científicos e de difusão como artigos, livros etc.&#8221;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1280" height="766" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-11.21.44.jpeg" alt="" class="wp-image-16300" style="width:482px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-11.21.44.jpeg 1280w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-11.21.44-300x180.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-11.21.44-1024x613.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption">Da esq. para dir.: <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/celso-dario-ramos/">Dr. Celso Dario Ramos</a>, vice-diretor no CEPID CancerThera, Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/elba-cristina-sa-de-camargo-etchebehere/" target="_blank" rel="noopener">Elba Etchebehere</a>, coordenadora de difusão do conhecimento no centro e professora da FCM/Unicamp, Dr. Carmino Antonio de Souza, Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-elvira-p-correa/">Maria Elvira Pizzigatti Correa</a>, pós-doutoranda em gestão executiva da pesquisa no centro, <a href="http://lattes.cnpq.br/5817599117160198" target="_blank" rel="noopener">Dra. Sara Teresinha Olalla Saad</a>, coordenadora do Hemocentro da FCM/Unicamp, e Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/luciana-malavolta-quaglio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luciana Malavolta Quaglio</a>, pesquisadora principal no CancerThera.</figcaption></figure></div>


<p><strong>ASSISTA NA ÍNTEGRA: </strong><em>Solenidade de posse do Dr. Carmino Antonio de Souza, diretor do CEPID CancerThera, como membro titular da Academia de Medicina de São Paulo.</em></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Solenidade de Posse de Membros Titulares e Honorários" width="780" height="439" src="https://www.youtube.com/embed/dr9lh81N4Bk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Xenya Bucchioni</a></em></sub><br></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/diretor-do-cepid-cancerthera-dr-carmino-antonio-de-souza-toma-posse-como-membro-titular-e-honorario-da-academia-de-medicina-de-sao-paulo/">Diretor do CEPID CancerThera, Dr. Carmino Antonio de Souza, toma posse como membro titular da Academia de Medicina de São Paulo</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>HORA CAMPINAS I A vacinação contra o sarampo é urgentemente necessária</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/hora-campinas-i-a-vacinacao-contra-o-sarampo-e-urgentemente-necessaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 13:18:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carmino de Souza Em 1982, o Sri Lanka foi atingido por uma grande epidemia de sarampo: 13 mil casos. A vacina contra o sarampo ainda não fazia parte do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Carmino de Souza</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-Tela-2026-10-07-as-10.16.04.png" alt="" class="wp-image-16260" style="width:346px;height:auto"/></figure></div>


<p>Em 1982, o Sri Lanka foi atingido por uma grande epidemia de sarampo: 13 mil casos. A vacina contra o sarampo ainda não fazia parte do programa nacional de imunização daquele país; ela só foi incluída dois anos depois. Centenas de mortes ocorreram naquele período. Este é um extraordinário exemplo de como a vacinação contra o sarampo é fundamental nas várias sociedades através do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS), infelizmente, confirmou que o Reino Unido não atende mais aos critérios para a eliminação do sarampo. Armênia, Áustria, Azerbaijão, Canadá, Espanha, Uzbequistão dentre outros países, também perderam seu status de países livres da doença recentemente. Os Estados Unidos (poderosos e ricos) estão à beira de perder o seu, com o CDC registrando 2.242 casos confirmados em 2025, o maior número desde 1991.</p>



<p>Algumas respostas políticas recentes têm sido preocupantes. Um alto funcionário do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) de Atlanta nos Estados Unidos descreveu o risco de perder o status de doença eliminada como “o custo de se fazer negócios” e o apresentou como uma compensação necessária pelas liberdades e escolhas de determinadas comunidades. Mais alarmante ainda, o presidente do Comitê Consultivo de Práticas de Imunização do CDC afirmou: “O que vamos vivenciar é uma experiência real de quando pessoas não vacinadas contraírem sarampo.&nbsp;Qual será a nova incidência de hospitalizações? Qual será a incidência dos agravos e de mortes?”.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Essa mentalidade indica uma tendência preocupante de tratar o sarampo como algo lamentável, porém inevitável: um surto aqui ou um grupo ali como a infeliz consequência da vida moderna e das diferenças de valores. Essa abordagem distorce fundamentalmente o que é o sarampo. Não se trata de um rito de passagem benigno ou de uma troca aceitável. O sarampo pode afetar gravemente crianças previamente saudáveis, causar complicações para toda a vida e até mesmo levar à morte.</p>
</blockquote>



<p>Mas, importante ressaltar, não só crianças. Sua disseminação é mais rápida onde permitimos que os vazios de imunidade aumentem. E é quase totalmente evitável por meio da vacinação. Voltando ao exemplo do Sri Lanka, em 1982, a incidência atingiu 87 por 100.000 habitantes. Após os programas de vacinação, esse número caiu para 0,5 por 100.000 em 1998 – e isso apesar da brutal guerra civil que interrompeu os serviços, deslocou comunidades e dificultou a prestação de cuidados médicos de rotina durante esses anos. Enfim, todas as crianças têm direito ao mais alto padrão de saúde possível, e a proteção contra doenças perigosas e evitáveis ​​por vacinação faz parte do que esse direito significa. Levar esse direito a sério exige que paremos de encarar o sarampo como uma consequência aceitável de escolhas e concessões.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">(…)</h2>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong>LEIA O TEXTO ORIGINAL NA ÍNTEGRA <a href="https://horacampinas.com.br/a-vacinacao-contra-o-sarampo-e-urgentemente-necessaria-por-carmino-de-souza/" target="_blank" rel="noopener">NESTE LINK</a>.</strong></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/hora-campinas-i-a-vacinacao-contra-o-sarampo-e-urgentemente-necessaria/">HORA CAMPINAS I A vacinação contra o sarampo é urgentemente necessária</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Curso na China reúne pesquisadores e profissionais da Unicamp para imersão em imagem médica e inteligência artificial</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/curso-na-china-reune-pesquisadores-e-profissionais-da-unicamp-para-imersao-em-imagem-medica-e-inteligencia-artificial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensamos no futuro do enfrentamento ao câncer, a resposta raramente habita um único laboratório ou centro de pesquisa. Ela se constrói na intersecção entre diferentes áreas do conhecimento e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" width="1280" height="960" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47.jpeg" alt="" class="wp-image-16188" style="width:445px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47.jpeg 1280w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47-300x225.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47-1024x768.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption">A capacitação reuniu especialistas de diferentes áreas para explorar avanços em imagem médica e inteligência artificial. A a biomédica Juliana Pasquotto Souza, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do HC Unicamp, o físico Vinicius Bassotti, residente em Física Nuclear no Serviço de Medicina Nuclear do HC Unicamp e a bióloga Ellen Nogueira Lima, pós-doutoranda no CEPID CancerThera, estiveram entre os profissionais brasileiros selecionados.</figcaption></figure></div>


<p>Quando pensamos no futuro do enfrentamento ao câncer, a resposta raramente habita um único laboratório ou centro de pesquisa. Ela se constrói na intersecção entre diferentes áreas do conhecimento e no uso estratégico de tecnologias de ponta colocadas a serviço da saúde. Com esse horizonte em mente, a bióloga Ellen Nogueira Lima, pós-doutoranda no CEPID CancerThera, o físico Vinicius Bassotti, residente em Física Nuclear no Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Clínicas da Unicamp (HC Unicamp) e a biomédica Juliana Pasquotto Souza, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear do HC Unicamp arrumaram as malas rumo a Pequim, na China.</p>



<p>Entre os dias 4 e 23 de agosto, o trio integrou o grupo brasileiro de participantes do <strong>Curso de formação em técnicas de imagiologia médica para o Brasil </strong>—&nbsp; uma iniciativa de cooperação científica internacional voltada a técnicos e profissionais.</p>



<p>A oportunidade de intercâmbio científico foi viabilizada pela Profa. Dra. Elba Etchebehere, Médica Nuclear e pesquisadora principal no CancerThera, que identificou no convite internacional a possibilidade ideal para impulsionar a formação de talentos e fortalecer a atuação do centro. &#8220;Ter nossa equipe vivenciando o que há de mais avançado em tecnologia médica no exterior é fundamental para qualificar o que fazemos aqui. Essa troca direta de experiências enriquece tanto a nossa prática clínica e o suporte diagnóstico quanto às pesquisas que desenvolvemos no centro&#8221;, avalia Etchebehere.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" width="1280" height="960" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47-1.jpeg" alt="" class="wp-image-16189" style="width:552px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47-1.jpeg 1280w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47-1-300x225.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-07.58.47-1-1024x768.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption">A biomédica Juliana Pasquotto Souza, o físico Vinicius Bassotti e a biológa Ellen Nogueira Lima na sede da <em>Academy for International Business Officials</em> (AIBO), em Pequim. </figcaption></figure></div>


<p>Promovido pela Academy for International Business Officials (AIBO), órgão diretamente subordinado ao Ministério do Comércio da China (MOFCOM), o programa selecionou apenas 28 participantes de todo o Brasil — entre médicos, tecnólogos e engenheiros clínicos de instituições públicas ou filantrópicas — com o objetivo de aprimorar os sistemas de saúde pública e estreitar laços científicos entre os dois países. </p>



<p><strong>Uma imersão nos gigantes da inovação</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Captura-de-Tela-2026-09-29-as-10.12.06.png" alt="" class="wp-image-16191" style="width:334px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Na sede da <em>United Imaging Healthcare</em> (UIH), o trio conheceu a diversidade de equipamentos de ponta em imagem médica e também equipamentos avançados de Medicina Nuclear.</figcaption></figure></div>


<p>A programação de alta intensidade passou por Pequim, Xangai e Changzhou, combinando visitas guiadas à sede e à imensa &#8220;superfábrica&#8221; da <em>United Imaging Healthcare</em> (UIH) [empresa chinesa globalmente reconhecida pela produção de soluções em diagnóstico e tratamento], além de passagens por hospitais chineses de diferentes níveis de complexidade. Para os pesquisadores, o grande diferencial da iniciativa esteve na oportunidade de acompanhar <em>in loco</em> a escala e a diversidade de equipamentos de ponta, não apenas tomografia computadorizada e ressonância magnética e mas também os equipamentos de Medicina Nuclear, como o PET/CT e SPECT/CT, além de inteligência artificial aplicada. </p>



<p>O que mais impressionou o grupo foi testemunhar a sinergia entre tecnologia, organização e eficiência na saúde pública chinesa. A biomédica Juliana Pasquotto Souza destaca que a vivência proporcionou uma perspectiva inédita: &#8220;Minha experiência proporcionou uma nova visão sobre organização e gestão dos serviços de saúde. Observei a aplicação do Lean Healthcare, com foco na redução de desperdícios e melhoria contínua dos processos&#8221;, relata. Ela aponta que estratégias como o planejamento rigoroso de logística, sistemas de agendamento em massa e a otimização do fluxo de pacientes servem de modelo para identificar gargalos e buscar maior eficiência e qualidade no atendimento do HC Unicamp.</p>



<p>Complementando a visão técnica, a pesquisadora Ellen Nogueira Lima reforça o valor de ver essas ferramentas na prática: &#8220;Foi muito interessante não apenas conhecer tecnologias avançadas, mas principalmente observar como elas são utilizadas na rotina de diferentes hospitais&#8221;.</p>



<p>Além da infraestrutura física, o ciclo de palestras e as discussões clínicas previstas na programação permitiram uma imersão profunda na interpretação de imagens e no diagnóstico de patologias específicas, adaptados às vivências profissionais dos participantes, que, segundo Lima, incluíram médicos das Forças Armadas Brasileiras, além de médicos radiologistas, pediatras e outros profissionais da área de imagiologia. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1280" height="708" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-05-at-06.13.54.jpeg" alt="" class="wp-image-16192" style="width:646px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-05-at-06.13.54.jpeg 1280w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-05-at-06.13.54-300x166.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-05-at-06.13.54-1024x566.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption">Comitiva brasileira reunida durante a cooperação internacional promovida pelo Ministério do Comércio da China, reunindo os profissionais selecionados para estreitar laços e aprimorar a saúde pública.</figcaption></figure></div>


<p><strong>Inteligência Artificial e o olhar que enxerga além do visível</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="1280" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-15-at-08.17.06.jpeg" alt="" class="wp-image-16193" style="width:334px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-15-at-08.17.06.jpeg 720w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-15-at-08.17.06-169x300.jpeg 169w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-15-at-08.17.06-576x1024.jpeg 576w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption class="wp-element-caption">A passagem do trio da Unicamp pela China incluiu a visita a um hospital chinês, o que permitiu a eles observar <em>in loco</em> a rotina assistencial, os fluxos de atendimento e a aplicação prática de tecnologias avançadas no sistema de saúde local.</figcaption></figure></div>


<p>Um dos pilares importantes da formação foi a exploração do uso da inteligência artificial incorporada à rotina dos exames de medicina nuclear e radiologia. Ao dominar algoritmos preditivos e abordagens inovadoras na análise de imagens médicas, os profissionais aprendem a otimizar processos analíticos complexos. Na prática oncológica, isso significa capacitar os sistemas para cruzar grandes volumes de dados e identificar padrões tumorais sutis em estágios extremamente precoces — uma frente de atuação que, a cada dia, tem ganhado mais valor. </p>



<p>A vivência permitiu compreender de perto como a infraestrutura de um grande centro se alia à tecnologia para ampliar o suporte regional. &#8220;Para mim, que atuo em Medicina Nuclear, foi especialmente enriquecedor conhecer a estrutura e o funcionamento de um grande serviço da área e compreender como ele também oferece suporte a outras localidades da China&#8221;, pontua Lima.</p>



<p><strong>Quando a tecnologia traduz-se em esperança</strong></p>



<p>Por trás dos complexos fluxos de dados e dos painéis de última geração, o objetivo central de jornadas internacionais como essa é aprofundar o conhecimento sobre como uma inovação na área de saúde pode ser convertida em dignidade e qualidade de vida para o paciente. “O domínio de ferramentas diagnósticas hiperprecisas reduz margens de erro clínico, permitindo que equipes médicas desenhem estratégias terapêuticas altamente personalizadas”, explica Etchebehere.</p>



<p>Essa vivência estrangeira também reforça a maturidade científica nacional. Como relata Lima, a experiência internacional não apenas permitiu “importar” novas perspectivas para o serviço brasileiro, mas também reconhecer os avanços que o país já alcançou, ainda que não estejam necessariamente presentes em todos os serviços que conhecemos.&nbsp;</p>



<p>Com o encerramento da missão na China, o grupo retorna a Campinas trazendo na bagagem repertório técnico e uma variedade de olhares sobre essa experiência que “certamente poderão contribuir tanto para a pesquisa quanto para a prática desenvolvida no Brasil”, conclui Lima.</p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Xenya Bucchioni</a></em></sub></p>



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		<title>Pesquisadora principal no CEPID CancerThera, Elba Etchebehere é nomeada para para integrar Coalizão Global de Diagnósticos da Organização Mundial de Saúde (OMS)</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/pesquisadora-principal-no-cepid-cancerthera-elba-etchebehere-e-nomeada-para-para-integrar-coalizao-global-de-diagnosticos-da-organizacao-mundial-de-saude-oms/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Dra. Elba Etchebehere, médica nuclear, pesquisadora principal no CEPID CancerThera e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM/Unicamp), foi nomeada para compor o grupo de trabalho sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/10/Participar-desta-iniciativa-e-uma-chance-unica-de-posicionar-a-Medicina-Nuclear-onde-as-decisoes-globais-acontecem-2.png" alt="" class="wp-image-16250" style="width:423px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Dra. Elba Etchebehere, pesquisadora principal no CEPID CancerThera e professora da da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM/Unicamp), recém-nomeada para para integrar Coalizão Global de Diagnósticos da Organização Mundial de Saúde (OMS).</figcaption></figure></div>


<p>A Dra. Elba Etchebehere, médica nuclear, pesquisadora principal no CEPID CancerThera e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM/Unicamp), foi nomeada para compor o grupo de trabalho sobre “Integração da atenção primária à saúde e da cobertura universal de saúde” da <em>Global Diagnostics Coalition</em> (GDC). A nomeação, realizada sob indicação da Federação Mundial de Medicina Nuclear e Biologia, reconhece a trajetória da pesquisadora na implementação de resoluções da Assembleia Mundial da Saúde (AMS).</p>



<p>A ocupação de postos em instâncias internacionais transcende o reconhecimento individual da pesquisadora. “Esse movimento reforça o papel da ciência brasileira no cenário global, assegurando que as realidades e as necessidades dos países em desenvolvimento sejam consideradas na formulação de diretrizes clínicas e políticas públicas”, avalia Etchebehere.&nbsp;</p>



<p>A atuação de pesquisadores que transitam entre a bancada e a governança institucional, como é o caso de Etchebehere, torna-se, assim, um diferencial estratégico, pois é nesse diálogo que o conhecimento técnico se converte em influência política, permitindo que a inovação científica avance de forma democrática e seja efetivamente incorporada aos sistemas de saúde.</p>



<p>A presença da professora na GDC reforça o compromisso do CancerThera com a inovação translacional e com a articulação de políticas que garantam o acesso seguro e baseado em evidências a tecnologias diagnósticas e terapêuticas, consolidando o papel da pesquisa brasileira na construção de agendas globais de saúde.</p>



<p><strong>Atuação estratégica e impacto no sistema de saúde</strong></p>



<p>A GDC, uma rede gerida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atua como uma plataforma colaborativa que reúne organizações internacionais, instituições acadêmicas e sociedade civil para superar as barreiras no acesso a diagnósticos globais. O grupo de trabalho ao qual Etchebehere se junta tem como missão central traduzir normas globais em políticas nacionais, promovendo a integração consistente de diagnósticos nos pacotes de benefícios e nas estratégias de atenção à saúde.&nbsp;</p>



<p>Neste contexto, a contribuição específica da pesquisadora será a de trazer a perspectiva da Medicina Nuclear para o debate sobre políticas públicas internacionais, orientando como tecnologias diagnósticas avançadas podem — e devem — ser integradas aos sistemas de saúde para otimizar o diagnóstico precoce e o cuidado oncológico.</p>



<p>Como membro do grupo, Etchebehere contribuirá para o desenvolvimento de ferramentas práticas, estudos de caso e mecanismos de suporte para que os países possam incorporar diagnósticos essenciais em seus sistemas de saúde, reduzindo a lacuna entre a disponibilidade global de tecnologia e o acesso real na ponta. O trabalho visa a garantir que os diagnósticos sejam vistos não apenas como partes isoladas, mas como um pilar essencial para a equidade e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e de outros sistemas de saúde.</p>



<p>&#8220;Participar desta iniciativa é uma oportunidade única de posicionar a Medicina Nuclear onde as decisões globais acontecem, contribuindo para que as evidências científicas sejam traduzidas em práticas de saúde sustentáveis e acessíveis&#8221;, destaca a pesquisadora.</p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Xenya Bucchioni</a></em></sub></p>



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		<title>Ciência contra o medo: educação e comunicação no enfrentamento à desinformação sobre tecnologias nucleares aplicadas à saúde</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decodificando]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Informações falsas alimentam receios infundados, e especialistas defendem maior diálogo com a população como estratégia para reduzir inseguranças e ampliar a compreensão pública. Segundo projeções da Agência Internacional de Pesquisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#8e8e8e" class="has-inline-color">Informações falsas alimentam receios infundados, e especialistas defendem maior diálogo com a população como estratégia para reduzir inseguranças e ampliar a compreensão pública.</mark></em></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-21-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-15922" style="width:336px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-21-683x1024.jpg 683w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-21-200x300.jpg 200w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-21.jpg 720w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-element-caption">“Nós vivemos a era das narrativas, criadas e difundidas por pequenos grupos de influência, que têm seguidores. O problema das narrativas é que, dadas as condições atuais do mundo, elas são tomadas como verdades”, comenta <a href="https://www.linkedin.com/in/john-m-a-forman-89303861/?originalSubdomain=br" target="_blank" rel="noopener"><strong>John Milne Albuquerque Forman</strong></a>, geólogo, diretor da J. Forman Consultoria e ex-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN).</figcaption></figure></div>


<p>Segundo projeções da <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2025/mortalidade-por-cancer-deve-aumentar-98-5-ate-2050" target="_blank" rel="noopener">Agência Internacional de Pesquisa em Câncer</a> (Iarc), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de câncer e as mortes pela doença na América Latina e no Caribe podem crescer 83% e 98%, respectivamente, até 2050. No cenário global, a estimativa é de 35 milhões de novos casos, com impacto mais intenso em países de baixa e média rendas. A agência projeta ainda que as mortes anuais no mundo podem chegar a 18,5 milhões, o que evidencia a necessidade de fortalecer políticas de prevenção.</p>



<p>No entanto, paralelamente aos avanços científicos no enfrentamento da doença, cresce a desinformação sobre métodos diagnósticos e terapêuticos, sobretudo no ambiente digital. Conteúdos enganosos — que vão de “sucos preventivos milagrosos” a teorias conspiratórias que alimentam o medo em relação às tecnologias nucleares — tornaram-se um obstáculo e podem influenciar como as pessoas encaram o câncer.</p>



<p>Para abordar os desafios comunicacionais e combater a desinformação no campo da tecnologia nuclear aplicada à Medicina, entrevistamos o Me. <a href="https://www.linkedin.com/in/john-m-a-forman-89303861/?originalSubdomain=br" target="_blank" rel="noopener">John Milne Albuquerque Forman</a>, geólogo, diretor da J. Forman Consultoria e ex-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN); o Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/0089554254384944" target="_blank" rel="noopener">Vitor Fernandes de Almeida</a>, engenheiro químico, atualmente cursando seu segundo mestrado na Universidade de Tsinghua (China) e autor da tese intitulada “<a href="https://www.bjrs.org.br/revista/index.php/REVISTA/pt_BR/article/view/2574" target="_blank" rel="noopener">Utilização de recursos multimídia na divulgação científica no ensino da tecnologia nuclear no ambiente escolar</a>”; o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/celso-dario-ramos/" target="_blank" rel="noopener">Celso Dario Ramos</a>, médico nuclear, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador principal no <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera</a>; e o Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/4336484940102916" target="_blank" rel="noopener">Paulo Almeida</a>, médico nuclear, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente da <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular</a> (SBMN).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O estigma histórico</strong></h4>



<p>As tecnologias nucleares carregam uma marca histórica negativa, que John Forman chama de “pecado original”. Ele explica que o mundo conheceu o conceito de “nuclear” por meio da bomba atômica, em 1945, o que consolidou a percepção de que “esse negócio de nuclear explode, mata, é maligno”. Para ele, esse imaginário, alimentado por décadas de produções cinematográficas e coberturas jornalísticas com enfoque negativo, criou uma barreira de desconfiança entre a sociedade e as aplicações nucleares.</p>



<p>Outro ponto mencionado é a produção e a circulação de notícias falsas sobre o tema e o modo como elas contribuem para a desinformação na internet. “Nós vivemos a era das narrativas, criadas e difundidas por pequenos grupos de influência, que têm seguidores. O problema das narrativas é que, dadas as condições atuais do mundo, elas são tomadas como verdades”, comenta. “Então, se a narrativa não é consequente, se ela não tem aderência com a realidade, as pessoas acham que o problema não é da narrativa, e sim da realidade. Isso é terrível, porque se torna uma realidade alterada”, acrescenta Forman.</p>



<p>Na avaliação do pesquisador, parte da própria comunidade do setor nuclear contribui para a dificuldade de a sociedade acessar informações confiáveis, ao adotar uma postura distante e uma comunicação defensiva, pouco ativa na transformação desse imaginário. Ele exemplifica: “se tem um cara que diz que eu tenho que me proteger da radiação, implicitamente, isso tem perigo”. Para ele, ao tratar dos termos da área, a ênfase deveria recair nos “estudos de utilização da radiação” em favor da vida, e não na apresentação da tecnologia como algo ameaçador, o que acaba por alimentar o preconceito.</p>



<p>“Sem dúvida nenhuma, o nome ‘nuclear’ carrega um estigma. Quando me perguntam qual é minha especialidade, eu já sei que eu vou ter que fazer um longo discurso para desfazer a relação entre o nome e as bombas e guerras”, diz Paulo Almeida. Nesse sentido, para contornar a associação negativa, o médico nuclear conta que já existem discussões no setor sobre a adoção de um termo que sofra menos com o estigma e reflita a essência da especialidade, que é o de “imagem molecular” — já utilizado nos Estados Unidos e na Europa. A mudança de nome seria, portanto, “mais fidedigna e mais palatável”, acredita.</p>



<p>Já Vitor Almeida identifica um abismo que separa a academia da sociedade no Brasil. O engenheiro químico destaca que essa distância faz com que o senso comum seja formado por informações imprecisas, pois “o público brasileiro raramente consulta fontes científicas como referência principal de informação, e isso cria um muro gigantesco, fazendo com que a fonte de conhecimento seja totalmente informal”. Ele ressalta que a informalidade, muitas vezes acentuada por um jornalismo que prioriza o sensacionalismo em detrimento dos avanços terapêuticos, acaba por cristalizar preconceitos históricos que vinculam o átomo apenas a cenários de guerra e destruição.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Do cosmos ao consultório</strong></h4>



<p>Para afastar a ideia de perigo, os especialistas entrevistados enfatizam que a radiação é um fenômeno natural, embora pouco conhecido pela maioria das pessoas. John Forman aponta que nosso planeta recebe radiação proveniente do cosmos 24 horas por dia. “Quando você faz uma viagem de avião, você sobe pela atmosfera e recebe mais radiação do que quando está aqui embaixo. Todos nós recebemos essa radiação e pouquíssima gente sabe disso. Ninguém deixa de viajar de avião porque vai ser exposto a uma radiação mais elevada”, argumenta.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="810" height="1080" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-16-edited.jpg" alt="" class="wp-image-15925" style="width:377px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-16-edited.jpg 810w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-16-edited-225x300.jpg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-16-edited-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 810px) 100vw, 810px" /><figcaption class="wp-element-caption">“Em relação a um incêndio em uma floresta, o que nós aplicamos não se equipara nem ao fogo que produz um palito de fósforo. A Medicina Nuclear é muito segura; não existem acidentes graves em nossa área”, compara <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/celso-dario-ramos/" target="_blank" rel="noopener">Celso Dario Ramos</a></strong>, médico nuclear, professor da FCM/Unicamp e pesquisador principal no <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CancerThera</a></figcaption></figure></div>


<p>Nos procedimentos de Medicina Nuclear, a radiação é administrada com precisão extrema. Celso Ramos equipara a dose aplicada a uma fagulha: “em relação a um incêndio em uma floresta, o que nós aplicamos não se equipara nem ao fogo que produz um palito de fósforo. A Medicina Nuclear é muito segura; não existem acidentes graves em nossa área”. Esses materiais radioativos têm meia-vida curta, o que faz com que desapareçam do corpo em poucas horas. Diferentemente da radiologia convencional, reforça Paulo Almeida, as salas dedicadas exclusivamente à Medicina Nuclear não precisam de blindagem pesada nas paredes, pois a radiação provém do paciente e apresenta baixa intensidade.</p>



<p>Sobre os efeitos biológicos da radiação, ele assegura que as doses diagnósticas são muito baixas. “Ao usar a radiação, não chegamos nem perto dessas doses que provocariam um aumento de qualquer doença na população”, afirma. A segurança dos exames de Medicina Nuclear é tamanha que eles são indicados até para pacientes mais vulneráveis. O médico exemplifica com a rotina clínica para investigar malformações renais: “aplicamos muito em recém-nascidos e em crianças, justamente porque a exposição à radiação é mínima”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Impacto da desinformação na autonomia nacional</strong></h4>



<p>A desinformação impacta o paciente individualmente e desencadeia um efeito cascata que compromete a autonomia tecnológica do Brasil. Sem a confiança da população, projetos vitais encontram dificuldade para obter recursos e apoio político. “Há uma ignorância por parte da comunidade científica de não entender a importância que a aceitação pública tem na questão do desenvolvimento científico, da tecnologia nuclear e o avanço dela no País”, alerta Vitor Almeida.</p>



<p>O Brasil possui a sétima maior reserva de urânio do mundo, mas importa a maior parte dos radioisótopos médicos. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), principal produtor nacional, enfrenta instabilidades orçamentárias e regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, segundo Forman, tratam os <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/" target="_blank" rel="noopener">radiofármacos</a></strong> como medicamentos comuns de maneira excessivamente restritiva, paralisando algumas produções.</p>



<p>Na perspectiva de Forman, o excesso de regulamentação, muitas vezes derivado da ideia de que a população precisa de proteção contra algo perigoso, torna a execução de projetos no setor muito complexa. Ele acrescenta que o medo da radiação também gera gargalos logísticos: empresas aéreas frequentemente se recusam a transportar esses materiais, que têm meia-vida curta. O resultado se reflete no acesso dos pacientes ao tratamento.</p>



<p>Uma das esperanças para a autossuficiência está no <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2025/02/em-ipero-sp-mcti-da-inicio-as-obras-do-reator-multiproposito-brasileiro" target="_blank" rel="noopener">Reator Multipropósito Brasileiro</a> (RMB), projeto nacional em parceria com a Argentina, que busca garantir a produção estável de insumos médicos. Contudo, como lembra Forman, o setor padece da ausência de uma política de Estado contínua, com recursos que “ora têm, ora não têm”, devido a contingenciamentos orçamentários.</p>



<p>A área é regulada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), da qual o IPEN faz parte, responsável pela pesquisa e pela normatização. Recentemente, foi <a href="https://www.gov.br/pt-br/noticias/energia-minerais-e-combustiveis/2021/05/criada-a-autoridade-nacional-de-seguranca-nuclear" target="_blank" rel="noopener">criada a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear</a> (ANSN) para separar as funções de fomento e regulação, com sua implementação plena ainda em andamento. Internacionalmente, o Brasil segue as salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mantendo o uso pacífico da tecnologia.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Educação em saúde e divulgação científica</strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="720" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-15-edited.jpg" alt="" class="wp-image-15930" style="width:412px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-15-edited.jpg 540w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-15-edited-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 540px) 100vw, 540px" /><figcaption class="wp-element-caption">Além de inovar em Oncologia, o <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CancerThera</a> capacita profissionais e enfrenta a desinformação em saúde usando evidências científicas. O centro de pesquisa também atua para desmistificar a radiação, promovendo os procedimentos de Medicina Nuclear como seguros e benéficos.</figcaption></figure></div>


<p>Por outro lado, enfrentar a desinformação em saúde depende da educação. Em <a href="https://www.cancerthera.org.br/a-desinformacao-sobre-o-cancer-na-internet-um-desafio-coletivo-de-educacao-e-comunicacao/" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> de opinião publicado no portal Hora Campinas, pesquisadores do CancerThera defendem uma “responsabilidade coletiva”, que vai da remoção de paywalls (barreiras de pagamento) em matérias jornalísticas sobre saúde em portais de notícias até a formação de jornalistas especializados no tema em diferentes regiões do Brasil, considerando as especificidades de saúde pública de cada um dos seus diversos territórios e comunidades.&nbsp;</p>



<p>Uma <a href="https://bjrs.org.br/revista/index.php/REVISTA/en/article/view/2574" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a> liderada por Vitor Almeida no CDTN demonstrou que recursos multimídia no Ensino Médio podem contribuir para reverter esse quadro: após as aulas sobre o assunto ministradas para 228 alunos, 97% relataram evolução no conhecimento sobre tecnologias nucleares, enquanto 86% passaram a adotar uma postura mais positiva em relação à ciência nuclear. Além disso, 84% dos estudantes passaram a aceitar mais as aplicações da radiação, e o reconhecimento da energia nuclear como fonte limpa subiu de 43,84% para 84,88%.</p>



<p>O temor da radiação é, essencialmente, consequência da falta de educação científica, sustenta Almeida. “O medo está muito associado ao desconhecimento. Então, quando é apresentado o conhecimento às pessoas, elas ganham senso crítico para avaliar de fato se aquilo é danoso para ela ou se é algo que vai trazer algum benefício”, comenta.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="13506" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2025/08/UPA_2025_CancerThera-62-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-13506" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2025/08/UPA_2025_CancerThera-62-1024x683.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2025/08/UPA_2025_CancerThera-62-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="11091" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2024/08/UPA_2024-28-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-11091" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2024/08/UPA_2024-28-1024x683.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2024/08/UPA_2024-28-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="15066" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/05/CT_Viva-Ciencia_2026-33-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-15066" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/05/CT_Viva-Ciencia_2026-33-1024x683.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/05/CT_Viva-Ciencia_2026-33-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="13649" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Viva-Ciencia_CancerThera_2025-18-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-13649" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Viva-Ciencia_CancerThera_2025-18-1024x683.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Viva-Ciencia_CancerThera_2025-18-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption">Anualmente, o <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CancerThera</a> promove atividades de educação científica e extensão universitária com a participação de seus pesquisadores em diálogo direto com diversos setores da sociedade, especialmente de jovens em idade escolar e seus professores e familiares. As fotos mostram nossas participações nos eventos <a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-dialogo-e-fascinio-mais-de-1-500-pessoas-visitam-o-cepid-cancerthera-na-20a-unicamp-portas-abertas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Unicamp Portas Abertas</strong></a> e <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/cepid-cancerthera-aproxima-estudantes-da-rede-municipal-de-campinas-das-pesquisas-contra-o-cancer-no-viva-ciencia-2026/" target="_blank" rel="noopener">Viva Ciência</a></strong>.</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como melhorar a comunicação entre ciência e sociedade?</strong></h3>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="684" height="1024" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-22-684x1024.png" alt="" class="wp-image-15923" style="width:372px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-22-684x1024.png 684w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-22-200x300.png 200w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-22.png 721w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /><figcaption class="wp-element-caption">Para o engenheiro químico <a href="http://lattes.cnpq.br/0089554254384944" target="_blank" rel="noopener">Vitor Fernandes de Almeida</a>, na divulgação científica, a adaptação da linguagem é vista como um desafio de tradução técnica, exigindo simplificação sem simplismo.</figcaption></figure></div>


<p>Nos estudos de Vitor Almeida e equipe no CDTN, a adaptação da linguagem é vista como um desafio de “tradução” técnica, em que o especialista torna o conteúdo científico acessível para que a sociedade não fique afastada de tecnologias de ponta por falhas na comunicação. Confira algumas recomendações do engenheiro químico:</p>



<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Não seja simplista</span>:</strong> A linguagem deve ser adaptada, simples e fácil de entender, mas sem perder a profundidade. O simplismo pode omitir detalhes cruciais. A adaptação busca formas de transmitir a complexidade sem afastar o público.<br><br><strong><span style="text-decoration: underline;">Use teorias de aprendizagem combinadas a ferramentas multimídia</span>: </strong>Elas ajudam a reduzir a sobrecarga cognitiva do aluno, favorecem a internalização natural do conhecimento e promovem o engajamento prazeroso com o conteúdo.<br><br><strong><span style="text-decoration: underline;">Seja transparente com seu interlocutor</span>: </strong>Não se deve esconder a parte difícil, negativa ou polêmica do assunto tratado. Apresente claramente os pontos positivos e os riscos envolvidos para desenvolver o senso crítico do público.<br><br><strong><span style="text-decoration: underline;">Torne o conhecimento palpável</span>: </strong>Conecte a ciência, muitas vezes vista como “de outro planeta&#8221;, ao cotidiano das pessoas. Informação adaptada com sucesso gera confiabilidade e segurança, e não medo.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a série “Decodificando a Medicina Nuclear”</strong></h4>



<p><em>Este é o último capítulo da série </em><strong><em><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></em></strong><em>, uma parceria entre o <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera</a> e a <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">SBMN</a>, que traz uma jornada informativa para desmistificar a tecnologia nuclear na saúde e mostrar seu impacto em diagnósticos e tratamentos. Ao longo da série, exploramos os fundamentos da <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/o-que-e-medicina-nuclear-e-para-que-ela-serve/" target="_blank" rel="noopener">Medicina Nuclear</a></strong>, o desenvolvimento e funcionamento dos <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/" target="_blank" rel="noopener">radiofármacos</a></strong>, recursos diagnósticos como <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">PET/CT, cintilografia e SPECT/CT</a></strong>, avanços no tratamento do câncer com o <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/" target="_blank" rel="noopener">Teranóstico</a></strong> e, por fim, o debate sobre a <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">desinformação</a></strong> em torno do uso da tecnologia nuclear na saúde.</em></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><sup><em><strong>Texto</strong>:&nbsp;<em><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/romulo-santana-osthues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Romulo Santana Osthues</a></em></em> e <em><a href="https://www.linkedin.com/in/viniciusbriton/" target="_blank" rel="noopener">Vinícius Brito</a>&nbsp;|&nbsp;<strong>Imagens</strong>:&nbsp;Romulo Santana Osthues, banco de fotos e/ou geradas por IA</em></sup></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/">Ciência contra o medo: educação e comunicação no enfrentamento à desinformação sobre tecnologias nucleares aplicadas à saúde</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Diagnóstico e tratamento do câncer integrados: o Teranóstico como modelo</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decodificando]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cancerthera.org.br/?p=14627</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores explicam como a integração entre diagnóstico e terapia trata “apenas o que se vê”, promovendo uma abordagem menos invasiva em casos oncológicos complexos. O Teranóstico ganha a atenção de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#8e8e8e" class="has-inline-color">Pesquisadores explicam como a integração entre diagnóstico e terapia trata “apenas o que se vê”, promovendo uma abordagem menos invasiva em casos oncológicos complexos.</mark></em></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-13-edited.jpg" alt="" class="wp-image-15914" style="width:417px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-13-edited.jpg 1080w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-13-edited-300x300.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-13-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-13-edited-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption class="wp-element-caption">Segundo projeções da&nbsp;<a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2025/mortalidade-por-cancer-deve-aumentar-98-5-ate-2050" target="_blank" rel="noopener">Agência Internacional de Pesquisa em Câncer</a>&nbsp;(Iarc), <strong>o número de casos de câncer e as mortes pela doença na América Latina e no Caribe podem crescer 83% e 98%, </strong>respectivamente, até 2050. No cenário global, a estimativa é de 35 milhões de novos casos. A agência projeta ainda que as mortes anuais no mundo podem chegar a 18,5 milhões.</figcaption></figure></div>


<p>O Teranóstico ganha a atenção de pesquisadores e médicos como uma abordagem promissora nos cuidados com pacientes oncológicos ao integrar o diagnóstico preciso e a terapia personalizada. Baseado na premissa clínica de tratar “apenas o que se vê”, o modelo utiliza radiofármacos capazes de rastrear molecularmente o tumor e, em uma etapa seguinte, entregar a radiação terapêutica exclusivamente nas células doentes.</p>



<p>A estratégia de alta precisão pode reduzir a toxicidade nos tecidos saudáveis: oferece a dose adequada, no momento exato, para um paciente específico. O Teranóstico representa, atualmente, uma potencial via de promoção de ganhos de sobrevida e qualidade de vida para pacientes cujas opções terapêuticas convencionais já se esgotaram.&nbsp;</p>



<p>Neste capítulo da série <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></strong>, entrevistamos pesquisadores atuantes no <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Inovação Teranóstica em Câncer</a> (CancerThera), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) como um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID).&nbsp;</p>



<p>Foram entrevistados o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmino-antonio-de-souza/" target="_blank" rel="noopener">Carmino Antonio de Souza</a>, médico onco-hematologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp); a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/elba-cristina-sa-de-camargo-etchebehere/" target="_blank" rel="noopener">Elba Etchebehere</a>, médica nuclear, professora da FCM/Unicamp e Presidente da <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear</a> (SBMN); e o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/victor-m-deflon/" target="_blank" rel="noopener">Victor Marcelo Deflon</a>, químico e professor do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC/USP). Todos são pesquisadores principais no <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera</a>.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que é e como funciona o Teranóstico?</strong></h4>



<p>O termo é um neologismo que combina <strong><mark style="background-color:#7ccbf9" class="has-inline-color has-black-color"><em>tera</em></mark></strong><em><mark style="background-color:#7ccbf9" class="has-inline-color has-black-color">pia</mark></em> e <em><mark style="background-color:#d8b7f7" class="has-inline-color has-black-color">diag</mark></em><strong><mark style="background-color:#d8b7f7" class="has-inline-color has-black-color"><em>nóstico</em></mark></strong> e se refere à abordagem oncológica que une distintos procedimentos em duas etapas consecutivas: <span style="text-decoration: underline;">o mapeamento da distribuição tumoral</span> pelo corpo (fase diagnóstica); seguida da <span style="text-decoration: underline;">destruição das células tumorais</span> identificadas nesse mapeamento (fase terapêutica).</p>



<p>Em ambos os momentos, aplicam-se <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/" target="_blank" rel="noopener">radiofármacos</a></strong> formados por um mesmo tipo de molécula carreadora, porém marcada por radioisótopos distintos em cada ocasião. A molécula carreadora é o componente biológico do radiofármaco, responsável por identificar e se ligar às células tumorais que se pretende destruir. Tal procedimento de <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/o-que-e-medicina-nuclear-e-para-que-ela-serve/" target="_blank" rel="noopener">Medicina Nuclear</a></strong> emprega moléculas carreadoras que o corpo reconhece como dele e metaboliza. Portanto, não há reações alérgicas.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="2560" height="1394" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-15950" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-scaled.jpg 2560w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-300x163.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-1024x558.jpg 1024w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption class="wp-element-caption">O infográfico representa um <strong>radiofármaco</strong>, que é composto por um <strong>radioisótopo</strong> (que emite radiação) unido por um <strong>ligante</strong> a uma <strong>molécula carreadora</strong>. Essa molécula funciona como um guia que busca e se conecta especificamente ao <strong>alvo da célula tumoral</strong> para diagnóstico ou tratamento. <strong>No caso do Teranóstico</strong>, entre a etapa diagnóstica e a terapêutica, o radioisótopo é o elemento que é alterado.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="648" height="632" data-id="15951" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/passo1.webp" alt="" class="wp-image-15951" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/passo1.webp 648w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/passo1-300x293.webp 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="644" height="628" data-id="15952" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/passo2.webp" alt="" class="wp-image-15952" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/passo2.webp 644w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/passo2-300x293.webp 300w" sizes="(max-width: 644px) 100vw, 644px" /></figure>
</figure>



<p>O exemplo mais típico é o tratamento do câncer de tireóide com iodo radioativo. Pacientes alérgicos a contraste iodado que requerem tratamento com iodo radioativo para câncer de tireoide frequentemente têm medo de tratar com iodo radioativo. “No entanto, não existe risco nenhum, pois a quantidade (massa efetiva) de iodo é ínfima. É como dizer que esse paciente correria risco de alergia a sal de cozinha. Obviamente, isso não existe, pois o iodo do sal iodado entra na célula e, devido à quantidade ínfima, o organismo reconhece como dele, e não produz anticorpos. Com o iodo radioativo, ocorre exatamente o mesmo fenômeno”, explica Etchebehere.&nbsp;</p>



<p>Na fase diagnóstica, após a administração do radiofármaco ao paciente, o funcionamento baseia-se na identificação de moléculas específicas que se acumulam em determinados tumores, auxiliando no rastreamento de células tumorais. Para mapear a distribuição dessas células, o paciente recebe um radiofármaco composto por uma molécula carreadora marcada com um radioisótopo de baixa emissão de energia — como o Gálio-68, emissor de pósitrons, ou o Tecnécio-99m, que emite radiação gama — capaz de gerar imagens do corpo e de seu funcionamento, permitindo localizar o tumor e possíveis metástases. Para detectar a distribuição do radiofármaco, utilizam-se aparelhos como <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">PET/CT</a></strong> (Tomografia por Emissão de Pósitrons combinada com Tomografia Computadorizada) e <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">SPECT/CT</a></strong> (Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton Único).</p>



<p>Quando o médico nuclear determina com precisão onde o radiofármaco se acumulou, indicando a distribuição das células tumorais, ele pode decidir pela administração da dose terapêutica: o mesmo tipo de molécula carreadora da fase diagnóstica — agora com afinidade comprovada pelo tecido doente — recebe um radioisótopo que emite radiação de alta energia (como o Actínio-225 e o Lutécio-177, emissores de radiação alfa e beta, respectivamente). Durante a fase terapêutica do modelo Teranóstico, o paciente recebe esse radiofármaco, cuja radiação destrói localmente as células tumorais.</p>



<p>Para Elba Etchebehere, o grande diferencial do uso de radiofármacos com a finalidade teranóstica é a capacidade de não se agir no escuro: “nós sempre tratamos o que vemos, nunca tratamos às cegas”. Ela completa: “damos a dose certa, na hora certa, para o paciente certo. É diferente de um modelo estatístico; nós tratamos o que está adequado para aquele indivíduo, baseando-se na carga tumoral real detectada pelas imagens”.&nbsp;</p>



<p>Em contraste com a quimioterapia tradicional, que atinge células saudáveis e causa efeitos colaterais muitas vezes severos, os radiofármacos empregados em Medicina Nuclear, por sua alta seletividade, atuam “dentro do tumor” sem irradiar estruturas vizinhas saudáveis. A pesquisadora ressalta que eles têm “toxicidade baixíssima, virtualmente zero”, com doses ínfimas de radiação aplicadas.</p>



<p>“São radiações que não ultrapassam, por exemplo, uma folha de papel”, compara Carmino de Souza. O pesquisador explica que o Teranóstico é um modelo inovador no enfrentamento do câncer e que representa o ápice da personalização em Medicina. Por atingir o alvo de maneira precisa em cada paciente, torna o tratamento mais eficaz e reduz custos para o sistema de saúde.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Avanços no Brasil e tipos de tumores abordados</strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1921" height="2560" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/upgrade-PET-CT_2025-6-edited-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-15928" style="width:431px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/upgrade-PET-CT_2025-6-edited-scaled.jpg 1921w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/upgrade-PET-CT_2025-6-edited-225x300.jpg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/upgrade-PET-CT_2025-6-edited-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1921px) 100vw, 1921px" /><figcaption class="wp-element-caption">Na fotografia, biomédicas preparam um paciente para um exame de Medicina Nuclear. Antes de entrar no aparelho de<strong> PET/CT</strong>, o paciente recebeu um <strong>radiofármaco</strong> específico de modo que o aparelho possa mapear o corpo, indicando seu funcionamento e/ou a presença de alguma doença.</figcaption></figure></div>


<p>Embora pesquisas para inovação em radiofármacos teranósticos tenham se intensificado nos últimos anos no Brasil, como no caso das que estão em desenvolvimento no CancerThera, o conceito já é aplicado há mais de 80 anos no tratamento do câncer de tireoide, por meio do radioisótopo Iodo-131. Para Carmino de Souza, atualmente surge “uma nova avenida dentro da pesquisa e da prática médica”. Ele afirma que, mesmo que o uso do iodo radioativo para tireoide seja o “estado da arte até hoje”, vivemos um “boom de interesse” impulsionado pelo avanço do conhecimento molecular.</p>



<p>Tanto avanço ampliou o alcance do Teranóstico para outros tipos de câncer, incluindo o de próstata, por meio da molécula Antígeno Específico da Membrana Prostática (PSMA), já consolidada para casos metastáticos no País. Além da próstata e da tireoide, o Teranóstico tem registrado bons resultados em tumores neuroendócrinos.</p>



<p>Paralelamente, estudos recentes buscam aplicar o modelo em casos complexos, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Glioblastoma</strong> — tumor cerebral agressivo e de difícil tratamento;</li>



<li><strong>Melanoma</strong> — tumor de pele severo que demonstra afinidade por marcadores específicos, como o PSMA, especialmente em casos resistentes a imunobiológicos;</li>



<li><strong>Mieloma múltiplo</strong> — câncer hematológico da medula óssea caracterizado por uma grande heterogeneidade, no qual a avidez pelo tratamento varia entre os pacientes;</li>



<li>E <strong>mielofibrose</strong> — doença hematológica complexa que afeta a medula óssea e possui particularidades que exigem o desenvolvimento de novas moléculas carreadoras.</li>
</ul>



<p>Os estudos conduzidos pelo CancerThera têm como objetivo expandir o modelo Teranóstico para esses casos complexos. Entre os esforços dos pesquisadores do centro está a identificação de novas moléculas e alvos para tumores com poucas opções terapêuticas ou alta resistência aos tratamentos convencionais. Souza comenta que se trata de um trabalho contínuo e complexo, descrevendo o processo de montagem dessas ferramentas como o do brinquedo “Lego”, em que cientistas combinam um radioisótopo a uma molécula carreadora para avaliar eficácia e toxicidade até que o produto esteja pronto para uso em humanos.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O papel do CEPID CancerThera</strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="912" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-4-1024x912.png" alt="" class="wp-image-15896" style="width:451px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-4-1024x912.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-4-300x267.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-4.png 1074w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Infográfico ilustra os diferentes braços de <strong>pesquisa translacional </strong>desenvolvida no CancerThera: síntese de moléculas e ligantes (<strong>básico</strong>), testes em células e animais (<strong>pré-clínico</strong>) e aplicação em pacientes (<strong>clínico</strong>).</figcaption></figure></div>


<p>Na vanguarda dessa tecnologia está o CancerThera, sediado no <a href="https://www.hemocentro.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro) da Unicamp</a> e vinculado à <a href="https://fcmsantacasasp.edu.br/vemprasanta/" target="_blank" rel="noopener">Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo</a> e ao <a href="https://www5.iqsc.usp.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto de Química de São Carlos da USP</a>. O centro integra conhecimentos da Medicina a áreas como Química, Física, Biologia, Radioquímica e Radiofarmácia em um fluxo de Pesquisa Translacional que vai da síntese de novas moléculas (<strong>pesquisa básica)</strong>, passa pelos testes de segurança e eficácia em células e animais (<strong>pesquisa pré-clínica</strong>) e chega à aplicação em humanos (<strong>pesquisa clínica</strong>), levando as inovações do laboratório à prática assistencial.</p>



<p>O desenvolvimento de novos radiofármacos para aplicação clínica no modelo Teranóstico reflete, portanto, essa natureza inter e multidisciplinar das investigações no CancerThera. É um trabalho coletivo, de integração e diálogo entre muitos grupos de pesquisa, que tem origem na bancada dos laboratórios.&nbsp;</p>



<p>“Os especialistas em Química dedicam-se ao estudo das propriedades das moléculas e dos radioisótopos e à preparação de compostos específicos para promover a ligação entre eles. Na Biologia, são conduzidos estudos de radiomarcação, estabilidade e ensaios in vitro e in vivo. A Física contribui para o aprimoramento do processamento e da qualidade das imagens geradas, enquanto a Farmácia trabalha na otimização da preparação dos radiofármacos”, pontua Victor Deflon.</p>



<p>Mesmo ao declarar otimismo permanente, Carmino de Souza adota cautela ao abordar o futuro das pesquisas no CancerThera e define o processo quase como “de tentativa e erro”. O desafio dos pesquisadores, acrescenta, consiste em encontrar combinações ideais entre radioisótopos e alvos tumorais, pois um único tipo de radiofármaco “não funcionará para todos os tumores, nem para todos os pacientes”.</p>



<p>Ele observa que o trabalho conduzido atualmente no centro de pesquisa é “100% acadêmico”, com todos os pacientes atendidos por meio de protocolos aprovados por comitês de ética. Acrescenta que a incorporação de tecnologias como as do Teranóstico aos sistemas de saúde — públicos ou privados — requer paciência, pois “a ciência tem o seu tempo”.</p>



<p>A atuação do CancerThera vai além da pesquisa e da inovação em cuidados oncológicos. O centro investe na formação de profissionais qualificados e na disseminação de conhecimento com base em evidências científicas, com foco no enfrentamento da <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">desinformação em saúde</a></strong> — inclusive sobre o uso da radiação na Medicina Nuclear — e na apresentação da tecnologia nuclear como recurso terapêutico seguro e benéfico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="480" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-24-scaled-e1776172768296-1024x480.jpg" alt="" class="wp-image-14681" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-24-scaled-e1776172768296-1024x480.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-24-scaled-e1776172768296-300x141.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-24-scaled-e1776172768296-768x360.jpg 768w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-24-scaled-e1776172768296-1536x720.jpg 1536w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-24-scaled-e1776172768296-2048x960.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Entre principais, associados e bolsistas, a equipe do CancerThera é formada por mais de 80 pesquisadores. Conheça toda a equipe <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.</figcaption></figure>



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<p></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a série “Decodificando a Medicina Nuclear”</strong></h4>



<p><em>No próximo capítulo da série </em><strong><em><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></em></strong><em>, apresentaremos como o estigma histórico e a <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">desinformação sobre o uso da tecnologia nuclear</a></strong> podem criar medos infundados. Especialistas revelam que o enfrentamento a esse preconceito — por meio de uma comunicação científica transparente e da educação em saúde — é urgente não apenas para salvar vidas, mas também para destravar a soberania tecnológica do Brasil na produção de radiofármacos.</em></p>



<p></p>



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<p class="has-text-align-center"><sup><em><strong>Texto</strong>:&nbsp;<em><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/romulo-santana-osthues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Romulo Santana Osthues</a></em></em> e <em><a href="https://www.linkedin.com/in/viniciusbriton/" target="_blank" rel="noopener">Vinícius Brito</a>&nbsp;|&nbsp;<strong>Imagens</strong>: Romulo Santana Osthues, banco de fotos e/ou geradas por IA&nbsp;</em></sup></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/">Diagnóstico e tratamento do câncer integrados: o Teranóstico como modelo</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Iluminando o invisível: exames de PET/CT, cintilografia e SPECT/CT rastreiam doenças em tempo real e guiam terapias mais precisas</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:04:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decodificando]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cancerthera.org.br/?p=14625</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tecnologias de imagem com base em radiofármacos otimizam o diagnóstico e personalizam o tratamento de doenças, como o câncer. Para a medicina de precisão, mapear a anatomia humana já não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#8e8e8e" class="has-inline-color">Tecnologias de imagem com base em radiofármacos otimizam o diagnóstico e personalizam o tratamento de doenças, como o câncer.</mark></em></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1921" height="2560" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/upgrade-PET-CT_2025-10-edited-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-16002" style="width:388px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/upgrade-PET-CT_2025-10-edited-scaled.jpg 1921w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/upgrade-PET-CT_2025-10-edited-225x300.jpg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/upgrade-PET-CT_2025-10-edited-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1921px) 100vw, 1921px" /><figcaption class="wp-element-caption">Da sala de controle, biomédicas acompanham a realização de um <strong>exame de PET/CT</strong> no Hospital de Clínicas da Unicamp.</figcaption></figure></div>


<p>Para a medicina de precisão, mapear a anatomia humana já não basta; o principal desafio é observar a vida em nível molecular. Se exames tradicionais de imagem “fotografam” a estrutura dos órgãos, a <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/o-que-e-medicina-nuclear-e-para-que-ela-serve/" target="_blank" rel="noopener">Medicina Nuclear</a></strong> “ilumina” a sua engrenagem bioquímica em tempo real. O conceito fundamental aqui é o rastreamento: por onde vai uma molécula de glicose, de um antibiótico ou de um hormônio quando ela entra no organismo?</p>



<p>“A radiação utilizada em nossa área é a ferramenta que nos permite enxergar essas moléculas, gerando imagens da fisiologia e da fisiopatologia de diversas doenças”, resume o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/celso-dario-ramos/" target="_blank" rel="noopener">Celso Dario Ramos</a>, médico nuclear, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador principal no <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera</a>.&nbsp;</p>



<p>E como enxergar essas moléculas se traduz em diagnósticos precisos? Para responder, além de Ramos, consultamos a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/barbara-juarez-amorim/" target="_blank" rel="noopener">Bárbara Juarez Amorim</a>, médica nuclear, coordenadora do Serviço de Medicina Nuclear da Unicamp e pesquisadora associada ao CancerThera; e o Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/4336484940102916" target="_blank" rel="noopener">Paulo Almeida</a>, médico nuclear, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e vice-presidente da <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular</a> (SBMN).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>PET/CT</strong></h4>



<p>Equipamento híbrido que combina a Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) com a Tomografia Computadorizada (CT), o <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">PET/CT</a></strong> realiza uma análise detalhada, não invasiva e tridimensional do interior do corpo. Enquanto o PET avalia o metabolismo e o funcionamento dos tecidos a partir da administração de radiofármacos — cujo funcionamento explicamos em detalhes na <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/" target="_blank" rel="noopener">segunda reportagem desta série</a></strong> —, como a molécula de glicose marcada com o radioisótopo Flúor-18, o CT evidencia a estrutura anatômica com alta resolução por meio de raios X. Juntas, essas tecnologias identificam alterações metabólicas — a exemplo do alto consumo de glicose por tumores — e conseguem localizá-las precisamente na anatomia do paciente.</p>



<p>Ao diferenciar os exames nucleares da radiologia tradicional, Celso Ramos utiliza uma analogia didática sobre a origem da imagem: enquanto em um raio X convencional a radiação atravessa o paciente vinda de uma fonte externa, na Medicina Nuclear, o processo é inverso, pois o paciente recebe o radiofármaco internamente, principalmente, por via endovenosa. Tal característica permite rastrear exatamente onde a substância está se acumulando no organismo, identificando tecidos doentes, por exemplo.</p>



<p>Ramos ressalta a importância do PET/CT para avaliar a eficácia de tratamentos em tempo real, como os quimioterápicos, algo que exames puramente anatômicos demoram a mostrar. O médico exemplifica com o tratamento de linfomas (um tipo de câncer que se origina no sistema linfático): “se essa quimioterapia foi eficiente o suficiente para agredir fortemente aquela neoplasia, após um ou dois ciclos, já vai ser demonstrado pelo exame de PET que o consumo de glicose despencou”, o que é um indicador de diminuição da atividade tumoral. Isso torna possível personalizar a terapia, diminuindo a toxicidade em pacientes que respondem bem e ajustando a abordagem para aqueles com resposta insuficiente.</p>



<p>As tecnologias contemporâneas aplicadas a esse equipamento incorporam recursos avançados. A Inteligência Artificial (IA) tem sido integrada para agilizar e otimizar o processamento e a quantificação das imagens, elevando sua qualidade. “Usando IA, mesmo quando a imagem apresenta poucos pontos de captação do radiofármaco devido à menor dose de radiação, o sistema consegue aprimorar o aspecto visual e facilitar a elaboração do laudo”, afirma Ramos.</p>



<p>Outro benefício é a automação: a IA identifica e delimita automaticamente áreas normais e anormais, efetuando a quantificação da carga tumoral em segundos, tarefa que antes era feita manualmente pelos médicos.</p>



<p>Já a incorporação de acessórios para biópsia garante que o procedimento seja feito no exato local em que o exame PET mostrou uma alteração. Assim, o médico que conduz a biópsia insere a agulha no ponto de maior captação do radiofármaco, acompanhando tudo em tempo real por monitores dentro da sala de exames. Esse recurso é crucial para distinguir se uma lesão é câncer ou algo benigno, como uma inflamação, o que nem sempre é evidente apenas pela imagem do PET.</p>



<p>Diferente do exame de PET convencional, nos quais as imagens são feitas cerca de uma hora após a injeção do radiofármaco, o atual “PET dinâmico” captura as imagens de modo contínuo. O paciente é monitorado desde o momento da injeção, quando se observa o radiofármaco chegando à corrente sanguínea e se distribuindo pelos tecidos. Essa técnica gera curvas que medem a velocidade com que as células absorvem a substância injetada, fornecendo dados valiosos, especialmente para a pesquisa científica.</p>



<p>Recentemente, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), <a href="https://www.cancerthera.org.br/cepid-cancerthera-atualiza-equipamento-de-pet-ct-que-passa-a-contar-com-recursos-de-ia-e-biopsia-guiada/" target="_blank" rel="noopener">o CancerThera atualizou um dos equipamentos de seu uso com essa tecnologia</a>, que, além de beneficiar os pacientes do Hospital de Clínicas da Unicamp, é uma peça-chave para os estudos clínicos conduzidos no Centro de Pesquisa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="510" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23-1024x510.png" alt="" class="wp-image-15868" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23-1024x510.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23-300x149.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23.png 1687w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagens de corpo inteiro de um exame <strong>PET/CT</strong>. Da esquerda para a direita: <strong>visão anatômica (CT)</strong>, <strong>mapeamento metabólico (PET)</strong> e a <strong>fusão de ambas as imagens (PET/CT colorida)</strong>, destacando com precisão as áreas de alta captação do radiofármaco no corpo. Note o grande <strong>destaque na coxa esquerda nas imagens</strong>, indicando <strong>alta atividade metabólica na região</strong>, característica de <strong>tecidos tumorais</strong>.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cintilografia e SPECT/CT</strong></h4>



<p>A cintilografia fornece imagens funcionais do corpo humano, possibilitando a avaliação do funcionamento e do metabolismo de tecidos e órgãos. No exame, o paciente recebe um radiofármaco. O radioisótopo usado na marcação do radiofármaco (o Tecnécio-99m é o mais comum) emite radiação gama. Essa radiação sai do corpo do paciente e é captada por um equipamento chamado “câmara de cintilação”, que produz a imagem para análise posterior.</p>



<p>Hoje, a cintilografia é realizada em equipamentos híbridos conhecidos como Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton Único acoplado a uma Tomografia Computadorizada (SPECT/CT). A câmara de cintilação registra a radiação gama emitida pelos radiofármacos no corpo do paciente, produzindo uma imagem que reflete o funcionamento dos órgãos. Simultaneamente, a CT utiliza raios X para oferecer detalhes precisos da anatomia, identificando com exatidão a localização das alterações funcionais detectadas. O resultado traz imagens fundidas, interpretadas pelos médicos nucleares, responsáveis pelos laudos.</p>



<p>Recentemente, a tecnologia de cintilografia evoluiu com detectores de CZT (Cádmio, Zinco e Telúrio), cujas imagens têm resolução espacial de cerca de 2,5 mm. Uma inovação marcante no CancerThera é a <a href="https://www.cancerthera.org.br/hc-unicamp-reestrutura-area-do-servico-de-medicina-nuclear-e-inaugura-equipamento-inedito-em-hospitais-publicos-na-america-latina-com-apoio-do-cepid-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">chegada recente do SPECT/CT CZT</a>. Conforme Bárbara Amorim, o equipamento tem detectores CZT de resolução e rapidez sem precedentes: “Com o aparelho antigo que utilizávamos em nosso serviço, levávamos mais de uma hora para obter uma imagem de corpo inteiro com SPECT/CT. Com a tecnologia CZT, a imagem é gerada em torno de 20 minutos”.</p>



<p>A pesquisadora explica que esse tipo de aparelho é fundamental no modelo <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/" target="_blank" rel="noopener">Teranóstico </a></strong>— abordagem que combina diagnóstico e terapia com radiofármacos consecutivos, tema do próximo capítulo — para o planejamento do tratamento oncológico. Ele realiza cálculos de dosimetria interna, especialmente quando o radiofármaco da fase terapêutica não aparece no exame de PET, assegurando que a radiação seja distribuída com precisão, atingindo exclusivamente as células tumorais.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="14682" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-19-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-14682" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-19-1024x683.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-19-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="14683" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-4-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-14683" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-4-1024x683.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/04/SMN_SPECT-novo_2026-4-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption">Aparelho de SPECT/CT/CZT <a href="https://www.cancerthera.org.br/hc-unicamp-reestrutura-area-do-servico-de-medicina-nuclear-e-inaugura-equipamento-inedito-em-hospitais-publicos-na-america-latina-com-apoio-do-cepid-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">recentemente adquirido</a> para uso no Hospital de Clínicas da Unicamp. Esse tipo de aparelho é ideal para as pesquisas no modelo Teranóstico: ele calcula a dosimetria interna e assegurando que a radiação seja distribuída com precisão na fase terapêuica.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Quando usar PET/CT e SPECT/CT</strong></h4>



<p>A principal diferença entre as duas tecnologias está no tipo de radiação emitida.&nbsp;</p>



<p>No exame de PET/CT, são empregados radioisótopos emissores de pósitrons (como o F-18 que é ligado a uma molécula análoga à glicose, tornando-a radioativa), que geram imagens de alta sensibilidade e de corpo inteiro.&nbsp;</p>



<p>Já na realização de SPECT/CT, emprega-se radiação gama (como a emitida pelo Tecnécio-99m, mencionado anteriormente).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" data-id="15903" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-8-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-15903" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-8-1024x576.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-8-300x169.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-8.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" data-id="15904" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-9-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-15904" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-9-1024x576.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-9-300x169.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-9.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<p>Para fins de comparação, <strong>se o corpo humano fosse uma fábrica</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Um <strong>exame anatômico (CT) </strong>seria como tirar uma foto com flash da fábrica em operação à noite: você veria as máquinas e as paredes (imagem à esquerda).&nbsp;</li>



<li>Os <strong>exames funcionais (PET ou SPECT)</strong> em Medicina Nuclear seriam como filmar a fábrica apenas pelas luzes das máquinas ligadas: você não só percebe onde elas estão, mas também distingue quais estão trabalhando demais (como os tumores) daquelas que permanecem inativas.</li>
</ul>



<p>No modelo Teranóstico, ambos são muito úteis: “muitas vezes, para realizar a imagem diagnóstica do paciente, utiliza-se o PET/CT; em seguida, o SPECT/CT é utilizado para os cálculos do planejamento terapêutico”, acrescenta Amorim.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Doses de radiação mínimas e seguras</strong></h4>



<p>Tanto na rotina clínica quanto na pesquisa científica, sempre que um procedimento utiliza radiação, <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">o estigma e a desinformação sobre as tecnologias nucleares</a></strong> podem provocar temor. Em Medicina Nuclear, a radiação aplicada não causa danos ao paciente. Paulo Almeida esclarece que as doses são calculadas para serem mínimas e seguras, muitas vezes inferiores às de exames odontológicos de rotina. “Você pode ir ao dentista e receber muito mais radiação das radiografias feitas de rotina do que em um exame de Medicina Nuclear”, afirma.</p>



<p>A segurança das doses diagnósticas é tão elevada que a especialidade se mostra adequada mesmo na Pediatria, inclusive para recém-nascidos. O médico observa, nesse contexto, o uso frequente de cintilografias para investigar malformações renais e infecções urinárias em bebês, “justamente porque a exposição à radiação é mínima”.</p>



<p>Um diferencial relevante em relação aos exames de imagem tradicionais, como a tomografia com contraste, é a ausência de risco de choque anafilático ou reações alérgicas aos radiofármacos. Almeida explica que a quantidade química injetada é ínfima, detectável apenas pela emissão radioativa, tornando desnecessário questionar o histórico alérgico do paciente. “É irrelevante, porque toda substância que injetamos no paciente é medida em microgramas ou picogramas, insuficiente para provocar alergia”, diz.</p>



<p>Outra dúvida frequente nos consultórios é sobre o risco de o paciente transmitir radiação a terceiros após a administração do radiofármaco. O médico pontua que, nos exames diagnósticos, não há necessidade de isolamento, pois a radiação empregada apresenta baixo potencial de dano biológico e os radioisótopos usados, como o Tecnécio-99m na cintilografia, possuem meia-vida curta, eliminando-se do corpo em poucas horas.</p>



<p>“O paciente pode fazer um exame de Medicina Nuclear, sair da clínica e pegar um ônibus lotado para casa, sem risco de irradiar ninguém de forma perigosa”, garante Almeida, ressaltando que cuidados específicos de distanciamento são indicados apenas em terapias com radiofármacos de altas doses, e não em exames diagnósticos de rotina.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-10-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-15905" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-10-1024x576.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-10-300x169.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-10.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Segundo o médico nuclear Paulo Almeida, <strong>as doses de radiofármacos são calculadas para serem seguras</strong>: “Você pode ir ao dentista e receber muito mais radiação das radiografias feitas de rotina do que em um exame de Medicina Nuclear”. A <strong>Medicina Nuclear é adequada até mesmo na Pediatria</strong>, inclusive para recém-nascidos.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Acesso e impacto no SUS</strong></h4>



<p>Além da oferta em serviços privados de Medicina Nuclear, os exames de PET/CT, cintilografia e SPECT/CT podem ser realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo em centros hospitalares universitários e de referência, como o Hospital de Clínicas da Unicamp. As condições e as indicações variam de acordo com a tecnologia.</p>



<p>Bárbara Amorim destaca que a manutenção e a atualização de tecnologias de ponta em hospitais públicos são viabilizadas por uma combinação de verbas de pesquisa oferecidas por agências de fomento, recursos próprios das universidades e emendas parlamentares. Sem os investimentos em pesquisa, o acesso a essas tecnologias por pacientes do setor público seria significativamente limitado.</p>



<p>Os equipamentos de PET/CT com biópsia guiada e SPECT/CT CZT utilizados pelo CancerThera são multiusuário, ou seja, são abertos ao uso de toda a comunidade científica do estado de São Paulo mediante <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipamentos-multiusuarios/" target="_blank" rel="noopener">agendamento prévio</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a série “Decodificando a Medicina Nuclear”</strong></h3>



<p><em>No próximo capítulo da série </em><strong><em><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></em></strong><em>, mostraremos como a especialidade auxilia nos cuidados de pacientes oncológicos por meio do <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/" target="_blank" rel="noopener">Teranóstico</a></strong> — combinação de avaliação do quadro (diagnóstico) e intervenção clínica (terapia) no mesmo alvo molecular — e como pesquisas inovadoras são conduzidas no Brasil para diversificar os tipos de tumores abordados e expandir o acesso da população à tecnologia em saúde.</em></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><sup><em><strong>Texto</strong>:&nbsp;<em><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/romulo-santana-osthues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Romulo Santana Osthues</a></em></em> e <em><a href="https://www.linkedin.com/in/viniciusbriton/" target="_blank" rel="noopener">Vinícius Brito</a>&nbsp;|&nbsp;<strong>Imagens</strong>: Romulo Santana Osthues, banco de fotos e/ou geradas por IA</em></sup></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/">Iluminando o invisível: exames de PET/CT, cintilografia e SPECT/CT rastreiam doenças em tempo real e guiam terapias mais precisas</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Radiofármacos: alta tecnologia para diagnóstico e tratamento de doenças</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:02:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decodificando]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cancerthera.org.br/?p=14622</guid>

					<description><![CDATA[<p>Da molécula radiomarcada ao corpo humano, Medicina Nuclear personaliza cuidados e transforma tratamentos. A Medicina Nuclear observa o corpo humano por uma perspectiva que vai além da anatomia: órgãos, tecidos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/">Radiofármacos: alta tecnologia para diagnóstico e tratamento de doenças</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#8e8e8e" class="has-inline-color">Da molécula radiomarcada ao corpo humano, Medicina Nuclear personaliza cuidados e transforma tratamentos.</mark></em></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1921" height="2560" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/radiofarmacia-HC_2024-7-edited-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-15979" style="width:356px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/radiofarmacia-HC_2024-7-edited-scaled.jpg 1921w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/radiofarmacia-HC_2024-7-edited-225x300.jpg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/radiofarmacia-HC_2024-7-edited-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 1921px) 100vw, 1921px" /><figcaption class="wp-element-caption">Em uma radiofarmácia, a manipulação de radiofármacos acontece com segurança, utilizando-se equipamentos complexos de proteção para os profissionais.</figcaption></figure></div>


<p>A <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/o-que-e-medicina-nuclear-e-para-que-ela-serve/" target="_blank" rel="noopener">Medicina Nuclear</a></strong> observa o corpo humano por uma perspectiva que vai além da anatomia: órgãos, tecidos e células são avaliados enquanto funcionam, revelando alterações precoces que exames convencionais não conseguiriam detectar. No centro desse método, estão os radiofármacos, medicamentos compostos por moléculas carreadoras ligadas a elementos radioativos (radioisótopos) emissores de radiação alfa, beta, gama ou pósitron. A molécula carreadora é responsável por levar essa porção radioativa até os tecidos ou órgãos alvos, seja para gerar imagens, seja para conduzir tratamentos.</p>



<p>Neste segundo capítulo da série <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></strong>, que mostra como a ciência se conecta ao cuidado clínico, aprofundamos a função e a relevância dos radiofármacos.</p>



<p>Conversamos com o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/fabio-luiz-navarro-marques/" target="_blank" rel="noopener">Fabio Luiz Navarro Marques</a>, radioquímico do setor de Radiofarmácia do Centro de Medicina Nuclear da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Biociências Nucleares (SBBN)&nbsp;e pesquisador associado ao <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera</a>; o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/leonardo-lima-fuscaldi/" target="_blank" rel="noopener">Leonardo Lima Fuscaldi</a>, radiofarmacêutico, professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e pesquisador associado ao CancerThera; e o Dr. <a href="http://br.linkedin.com/in/gustavo-gomes-7b138b12" target="_blank" rel="noopener">Gustavo Gomes</a>, médico nuclear e 1º secretário da <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular</a> (SBMN), profissionais que cobrem desde o desenvolvimento dos medicamentos até suas aplicações em diagnósticos e terapias.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que são radiofármacos e como atuam no corpo</strong></h4>



<p>“Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), radiofármacos são medicamentos que contêm um ou mais radioisótopos em sua forma pronta para uso, com finalidade diagnóstica ou terapêutica”, informou Fabio Luiz Navarro Marques. A molécula carreadora se conecta a receptores de células alteradas em tumores, tecido cardíaco ou tecidos neurológicos, e a porção radioativa ajuda a localizar essas moléculas distribuídas no corpo ou elimina células-alvo, como ocorre em terapias oncológicas.</p>



<p>Leonardo Lima Fuscaldi ressalta que o ponto forte dos radiofármacos está na interação molecular, pois a afinidade por órgãos ou tecidos do corpo faz com que a energia liberada pelo radioisótopo acompanhe a molécula até o alvo. “Dependendo do tipo de radiação emitida pelo radioisótopo, pode ocorrer uma ação terapêutica, com deposição de energia nas células-alvo para eliminá-las, como no tratamento do câncer, ou a radiação pode ser detectada pelo equipamento, gerando a imagem molecular”, comenta.</p>



<p>“Os exames de medicina nuclear têm uma vantagem em relação a outros métodos de diagnóstico justamente por serem pouco invasivos e por permitirem identificar alterações precocemente”, completa Gustavo Gomes. Frequentemente, os procedimentos apontam alterações funcionais antes que mudanças na estrutura dos órgãos apareçam em exames tradicionais, como a tomografia.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Escolhendo o alvo molecular: a base da precisão</strong></h4>



<p>A escolha do alvo molecular é fundamental para a precisão da Medicina Nuclear. Segundo Marques, um bom alvo deve ser expresso principalmente em tecidos doentes, com mínima expressão em tecidos saudáveis ou ter expressão aumentada em células alteradas. Já Fuscaldi recorre a uma metáfora para detalhar a lógica molecular: “é como se fossem chave e fechadura”. A célula tumoral expressa proteínas ou receptores na superfície, mais que a célula saudável. Esse alvo molecular é a “fechadura”, a molécula do radiofármaco é a “chave” que se liga a ele, e o radioisótopo funciona como o “chaveiro”, acompanhando a molécula até o alvo.</p>



<p>“Os radiofármacos podem ser utilizados para a localização de alvos específicos. Podemos realizar um exame diagnóstico, utilizando radiofármacos para a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e, uma vez positivo para a doença, esse paciente torna-se elegível para uma terapia. Isso é a personalização, a identificação do alvo para, depois, a administração da terapia”, enfatiza Gomes.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="869" height="662" data-id="15899" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-3-1.png" alt="" class="wp-image-15899" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-3-1.png 869w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-3-1-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 869px) 100vw, 869px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="797" data-id="15869" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1-1024x797.png" alt="" class="wp-image-15869" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1-1024x797.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1-300x233.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1.png 1265w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="886" data-id="15900" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1-1024x886.png" alt="" class="wp-image-15900" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1-1024x886.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1-300x259.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1.png 1562w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="558" data-id="15950" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-1024x558.jpg" alt="" class="wp-image-15950" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-1024x558.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-300x163.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption">O infográfico representa um <strong>radiofármaco</strong>, que é composto por um <strong>radioisótopo</strong> (que emite radiação) unido por um <strong>ligante</strong> a uma <strong>molécula carreadora</strong>. Essa molécula funciona como um guia que busca e se conecta especificamente ao <strong>alvo da célula tumoral</strong> para diagnóstico ou tratamento.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Desenvolvimento de radiofármacos: do laboratório à clínica</strong></h4>



<p>O preparo de um radiofármaco envolve as áreas científicas de Biologia Molecular, Química e Radiofarmácia. Estudos laboratoriais indicam como proteínas, enzimas, receptores ou mudanças no microambiente podem distinguir células ou tecidos normais daqueles alterados em uma doença. Nesse ponto, químicos e farmacêuticos podem desenvolver moléculas sintéticas ou isolar produtos naturais que, em seguida, são “encaminhados aos radioquímicos e radiofarmacêuticos que irão desenvolver métodos de radiomarcação e ensaios <em>in vitro</em> e pré-clínicos para provar o potencial para um novo radiofármaco, o qual deverá passar por pesquisa clínica envolvendo profissionais de áreas médica e da Medicina Nuclear”, aponta Marques.</p>



<p>Não por menos, o aperfeiçoamento da Medicina Nuclear parece impulsionar a Radiofarmácia. Para Fuscaldi, “é a própria Medicina Nuclear que utiliza os produtos gerados pela Radiofarmácia. Dessa forma, Radiofarmácia e Medicina Nuclear caminham juntas”.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="575" data-id="15984" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-3-1024x575.jpg" alt="" class="wp-image-15984" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-3-1024x575.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-3-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="575" data-id="15986" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-8-1024x575.jpg" alt="" class="wp-image-15986" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-8-1024x575.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-8-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="575" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-6-1024x575.jpg" alt="" class="wp-image-15983" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-6-1024x575.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmacia-HC_2024-6-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">As chamadas &#8220;células quentes&#8221; (equipamentos blindados em aço inoxidável que compõem uma radiofarmácia) garantem um ambiente totalmente controlado e seguro para o fracionamento e a manipulação de radiofármacos. A radiofarmácia das fotografias acima é parte do Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Clínicas da Unicamp, onde atuam profissionais vinculados ao CancerThera e muitos sócios da SBMN.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Aplicações na Oncologia: diagnóstico e terapia</strong></h4>



<p>Escolher o radiofármaco certo depende do tipo de doença investigada. Como demonstra Gomes, tumores que consomem glicose em excesso podem ser detectados com o FDG (fluordesoxiglicose), uma glicose marcada com flúor radioativo. Já para o câncer de próstata, o mais indicado é o PSMA (antígeno de membrana específico da próstata) — proteína presente na superfície de células prostáticas, principalmente cancerígenas, observada no exame <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">PET/CT</a></strong> (aparelho de PET acoplado a um de Tomografia Computadorizada).</p>



<p>“Todas as vezes que usamos isótopos emissores de pósitron ou radiação gama, conseguimos obter imagens. Já quando utilizamos emissores de radiação beta ou alfa, por serem partículas, interagem com as estruturas moleculares que compõem as células, destruindo as ligações químicas e a funcionalidade dessas moléculas, levando as células à morte, culminando com o tratamento dos tumores”, compara o 1º secretário da SBMN.</p>



<p>Nesse cenário, surge o conceito de <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/" target="_blank" rel="noopener">Teranóstico</a></strong>, que integra diagnóstico e tratamento em uma única proposta. Conforme Marques explica, o mesmo alvo molecular pode ser aplicado inicialmente para identificar a doença e, logo, combatê-la com radioisótopos emissores de radiação beta ou alfa. Igualmente, Fuscaldi lembra que essa lógica torna viável analisar cada caso de modo personalizado, ao direcionar terapias apenas aos pacientes que apresentam o alvo e poupar os demais de intervenções desnecessárias.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cardiologia e Neurologia: além do câncer</strong></h4>



<p>Na cardiologia, a Medicina Nuclear avalia a perfusão do miocárdio — fluxo de sangue que irriga o músculo cardíaco e fornece oxigênio e nutrientes essenciais a seu funcionamento —, detectando regiões com risco de infarto. Segundo Gomes, a cintilografia de perfusão miocárdica localiza os segmentos comprometidos, motivo pelo qual orienta a escolha de medicação, <em>stents</em> ou cirurgia e, consequentemente, previne infartos agudos e mortes súbitas.</p>



<p>Radiofármacos como o 99mTc-pirofosfato (molécula de pirofosfato marcada com Tecnécio-99m) também diagnosticam com rapidez e segurança a amiloidose cardíaca, doença em que proteínas anormais se acumulam no coração. “Inicialmente desenvolvido para cintilografia do esqueleto, uma das vantagens do reposicionamento [desse radiofármaco para uso em condições cardíacas] é a segurança de uso nos pacientes e o baixo custo, uma vez que não há mais patente sobre o mesmo”, menciona Marques.</p>



<p>Ele explica, ainda, que, em Neurologia, radiofármacos como 99mTc-ECD (etilcisteinato de dietila marcada com Tecnécio-99m) medem o fluxo sanguíneo cerebral e o metabolismo, revelando tumores ou áreas do cérebro capazes de gerar crises epilépticas. Outros compostos, como 11C-PIB (Pittsburgh Compound B marcado com Carbono-11) e 18F-Florbetabeno (Florbetabeno marcado com Flúor-18), detectam placas associadas ao Alzheimer. Derivados de fármacos neurológicos, como 11C-racloprida (racloprida marcada com Carbono-11), podem medir a ocupação de receptores dopaminérgicos, permitindo ajustes terapêuticos personalizados em Parkinson e no transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Vantagens em relação a métodos tradicionais</strong></h4>



<p>Os exames de Medicina Nuclear detectam alterações funcionais e moleculares, frequentemente antes que mudanças estruturais sejam visíveis em raio-X, ultrassom, tomografia ou ressonância. Seu uso é recomendado apenas diante de suspeita de doença, seja por relatos de sintomas ao médico, por alterações em exames de sangue ou por sinais identificados em outros métodos de imagem, com o objetivo de confirmar possíveis alterações moleculares. “Não se usa a Medicina Nuclear como um método de diagnóstico em check-up”, diz Marques.</p>



<p>A combinação com equipamentos híbridos, que integram SPECT (Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton Único) ou PET, que fornecem informações metabólicas ou funcionais, com a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, as quais fornecem informações anatômicas, permite um diagnóstico anatomofuncional ampliando a precisão do diagnóstico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-5-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-15891" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-5-1024x576.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-5-300x169.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-5.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Cuidado individualizado</strong>: os radiofármacos identificam alvos moleculares específicos dos tumores, permitindo diagnósticos precoces e <strong>tratamentos altamente personalizados.</strong> Essa precisão reduz intervenções inadequadas e aumenta as chances de <strong>sucesso terapêutico</strong>.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Personalização do tratamento</strong></h4>



<p>A partir das tecnologias usadas em Medicina Nuclear, as terapias são ajustadas ao perfil molecular de cada paciente. Marques cita o câncer de mama como exemplo, no qual o uso de estradiol marcado com flúor radioativo pode demonstrar a expressão de receptores para o hormônio, que é um promotor do câncer, permitindo o uso de&nbsp; bloqueadores para o receptor, como o tamoxifeno, impedindo a ligação do hormônio e o crescimento do tumor. Na prática, os radiofármacos ajudam a identificar as características da doença, permitindo que o médico selecione tratamentos para atuar diretamente nos fatores que impulsionam seu avanço. O resultado são menos ações inadequadas e maior probabilidade de sucesso terapêutico.</p>



<p>“Assim, consegue-se detectar o tumor precocemente e, devido ao fato de ser uma interação molecular, pode avaliar a questão da especificidade: se esse tumor superexpressa o alvo molecular, é possível realizar o tratamento com radiofármacos naquele paciente, e em outro, não. Essa é a tendência do presente, e a ideia é aprofundar esse conceito no futuro”, projeta Fuscaldi. Tal direcionamento indica que a Medicina Nuclear avança rumo a um cuidado cada vez mais individualizado, com análises detalhadas e procedimentos ajustados aos traços moleculares da doença.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Tendências e futuro da especialidade</strong></h4>



<p>O avanço da Medicina Nuclear depende do surgimento de novos radiofármacos e da integração entre pesquisa científica e aplicação clínica. Por suas propriedades radiomoleculares, essas terapias têm potencial para superar o impacto do diagnóstico tradicional, especialmente na Oncologia. “Esse é um vetor de crescimento, e a indústria farmacêutica tem percebido isso e, como nunca antes na história, começou a investir de forma mais consistente nos radiofármacos com finalidade terapêutica”, comenta Gomes.</p>



<p>A interação entre Biologia Molecular, Radiofarmácia e Medicina Nuclear tende a impulsionar a aplicação de descobertas científicas. Essa integração redefine o acompanhamento do organismo à medida que possibilita monitorar processos moleculares, direcionar tratamentos com precisão e adequar intervenções ao perfil biológico do paciente. Cada avanço em laboratório pode resultar em um novo radiofármaco, cada exame detecta sinais precoces, e cada paciente recebe cuidados ajustados a suas necessidades.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a série “Decodificando a Medicina Nuclear”</strong></h4>



<p><em>No próximo capítulo da série <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></strong>, apresentamos como a Medicina Nuclear utiliza radiofármacos para mapear o funcionamento bioquímico do corpo em tempo real por meio de exames de <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">PET/CT, cintilografia e SPECT/CT</a></strong> e guiar terapias mais precisas. Diferente da radiologia tradicional, essa tecnologia vai além da anatomia e rastreia a atividade celular em nível molecular, otimizando diagnósticos e garantindo tratamentos altamente precisos e personalizados para doenças como o câncer.</em></p>



<p></p>



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<p class="has-text-align-center"><sup><em><strong>Texto</strong>:&nbsp;<em><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/romulo-santana-osthues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Romulo Santana Osthues</a></em></em> e <em><a href="https://www.linkedin.com/in/viniciusbriton/" target="_blank" rel="noopener">Vinícius Brito</a>&nbsp;|&nbsp;<strong>Imagens</strong>: Romulo Santana Osthues, banco de fotos e/ou geradas por IA</em></sup></p>



<p></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/">Radiofármacos: alta tecnologia para diagnóstico e tratamento de doenças</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>O que é Medicina Nuclear e para que ela serve?</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/o-que-e-medicina-nuclear-e-para-que-ela-serve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decodificando]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cancerthera.org.br/?p=14620</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialidade conecta ciência, tecnologia e sensibilidade clínica para inovar diagnósticos e tratamentos. Você sabia que a Medicina Nuclear é uma das áreas mais inovadoras da medicina moderna? Surgida a partir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="wp-block-heading"><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#8e8e8e" class="has-inline-color">Especialidade conecta ciência, tecnologia e sensibilidade clínica para inovar diagnósticos e tratamentos.</mark></em></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="1080" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-2-edited.jpg" alt="" class="wp-image-15867" style="width:407px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-2-edited.jpg 1080w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-2-edited-300x300.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-2-edited-1024x1024.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-2-edited-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>A energia do átomo a serviço da saúde</strong>: a tecnologia nuclear é essencial para diagnósticos precisos e tratamentos avançados, salvando vidas com a máxima precisão médica.</figcaption></figure></div>


<p>Você sabia que a Medicina Nuclear é uma das áreas mais inovadoras da medicina moderna? Surgida a partir da aplicação de descobertas sobre radioatividade à saúde, ela abriu novos caminhos para investigação, monitoramento e intervenção em doenças. O que antes parecia restrito a laboratórios de Física, rapidamente ganhou espaço em hospitais e clínicas, transformando-se em esperança para milhões de pacientes.</p>



<p>É exatamente por esse motivo que iniciamos a série de cinco reportagens <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></strong>, dedicada a explorar os vários aspectos da disciplina, suas tecnologias e aplicações no cuidado à população. Além disso, queremos oferecer informações confiáveis e baseadas em evidências científicas, enfrentando um grande problema que há atualmente no ambiente digital: a <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-contra-o-medo-educacao-e-comunicacao-no-enfrentamento-a-desinformacao-sobre-tecnologias-nucleares-aplicadas-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">desinformação</a></strong>. </p>



<p>Estão em circulação na internet informações incorretas, imprecisas ou propositalmente falsas sobre o câncer e as ferramentas usadas na área da saúde para cuidar de pacientes oncológicos — como é o caso da tecnologia nuclear aplicada em <a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/" target="_blank" rel="noopener">radiofármacos</a> —, tornando-se um grande desafio para a sociedade.</p>



<p>Entre 2018 e 2019, por exemplo, <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9275772/#:~:text=Between%202018%20and%202019%2C%20nearly,often%20inconsistent%20with%20expert%20opinion." target="_blank" rel="noopener">pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá</a> analisaram 200 conteúdos de redes sociais com alto engajamento sobre quatro tipos de tumores (mama, próstata, colorretal e pulmão). Mais de 30% apresentavam informações incorretas, e mais de 70% dessas tinham potencial de causar danos à saúde.</p>



<p>Neste primeiro capítulo, apresentamos um panorama geral da Medicina Nuclear com a participação da Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/elba-cristina-sa-de-camargo-etchebehere/" target="_blank" rel="noopener">Elba Etchebehere</a>, médica nuclear, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp), pesquisadora principal no <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera</a> e presidente da <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular</a> (SBMN), e do Dr. <a href="https://br.linkedin.com/in/josilto-de-aquino-1abab2231" target="_blank" rel="noopener">Josilto Oliveira de Aquino</a>, engenheiro nuclear, servidor da <a href="https://www.gov.br/cnen/pt-br" target="_blank" rel="noopener">Comissão Nacional de Energia Nuclear</a> (CNEN) e presidente da <a href="https://sbpr.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Proteção Radiológica</a> (SBPR), que compartilham suas perspectivas sobre o tema.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-3-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-15865" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-3-1024x576.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-3-300x169.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-3.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Visão a partir da sala de controle</strong> durante a realização de um exame de diagnóstico por imagem. Em primeiro plano, os monitores exibem os dados e cortes anatômicos (como imagens do cérebro) em tempo real, enquanto ao fundo, <strong>o paciente realiza o procedimento com segurança</strong> no equipamento. <strong>Exames precisos</strong> são o primeiro passo para um tratamento eficaz.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O protagonismo da Medicina Nuclear</strong></h4>



<p>O grande diferencial da Medicina Nuclear está em oferecer uma visão que vai além da aparência externa dos órgãos e tecidos. Enquanto radiografias e tomografias registram apenas suas estruturas, os insumos e procedimentos utilizados por médicos nucleares permitem acompanhar o funcionamento do corpo em nível celular e metabólico, revelando alterações fisiológicas antes de as modificações anatômicas se tornarem evidentes.</p>



<p>Mas como o enfoque funcional ajuda a detectar mudanças internas que permanecem ocultas na anatomia? “Com exames como <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">cintilografias</a></strong> e <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/iluminando-o-invisivel-exames-de-pet-ct-cintilografia-e-spect-ct-rastreiam-doencas-em-tempo-real-e-guiam-terapias-mais-precisas/" target="_blank" rel="noopener">PET/CT</a></strong>, é possível mapear a circulação sanguínea do coração, identificar tumores, avaliar a atividade cerebral e verificar o funcionamento da tireoide, entre milhares de outros usos clínicos”, explica Elba Etchebehere. Cintilografias e PET/CT aplicam radiofármacos para visualizar alterações e atividades dos órgãos.</p>



<p>Josilto Oliveira de Aquino evidencia que essa visão metabólica é única e distingue a especialidade de outras áreas da medicina diagnóstica. “E, justamente por envolver radiação ionizante, todo o processo está submetido às normas da ANSN [Autoridade Nacional de Segurança Nuclear], seguindo protocolos rígidos de proteção radiológica”, esclarece.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="510" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23-1024x510.png" alt="" class="wp-image-15868" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23-1024x510.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23-300x149.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-fotos-23.png 1687w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagens de corpo inteiro de um exame <strong>PET/CT</strong>. Da esquerda para a direita: <strong>visão anatômica (CT)</strong>, <strong>mapeamento metabólico (PET)</strong> e a <strong>fusão de ambas as imagens (PET/CT colorida)</strong>, destacando com precisão as áreas de alta captação do radiofármaco no corpo. Note o grande <strong>destaque na coxa esquerda nas imagens</strong>, indicando <strong>alta atividade metabólica na região</strong>, característica de <strong>tecidos tumorais</strong>.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Radiofármacos: tecnologia que guia o olhar médico</strong></h4>



<p>Um dos pilares da Medicina Nuclear são os radiofármacos, medicamentos que contêm pequenas quantidades de material radioativo e operam como guias no organismo. “Eles são preparados para se dirigir a um órgão ou tecido específico. Uma vez no local desejado, a radiação emitida é registrada por equipamentos de imagem, permitindo enxergar o funcionamento interno ou agir sobre células doentes, como acontece em alguns tratamentos de câncer”, pontua Etchebehere.</p>



<p>Por meio desses compostos, os profissionais investigam doenças cardíacas, distúrbios neurológicos, alterações oncológicas e problemas da tireoide, além de fornecer informações sobre o metabolismo ósseo. Sua capacidade de direcionamento preciso torna-os úteis tanto em exames quanto em terapias que exigem seletividade, o que apoia decisões médicas mais individualizadas.</p>



<p>Aquino salienta que essas substâncias seguem o princípio ALARA (do inglês “<em>As Low As Reasonably Achievable</em>”), isto é, “usar a menor dose necessária para alcançar o melhor resultado clínico”, resume. Para ele, essa combinação de precisão diagnóstica, capacidade terapêutica e protocolos de segurança torna a especialidade muito estratégica para a medicina moderna.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="869" height="662" data-id="15899" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-3-1.png" alt="" class="wp-image-15899" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-3-1.png 869w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-3-1-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 869px) 100vw, 869px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="797" data-id="15869" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1-1024x797.png" alt="" class="wp-image-15869" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1-1024x797.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1-300x233.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CANCERTHERA-roll-MEDICINA-NUCLEAR-graficos-1.png 1265w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="886" data-id="15900" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1-1024x886.png" alt="" class="wp-image-15900" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1-1024x886.png 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1-300x259.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/CancerThera-Decodificando-a-Medicina-Nuclear-Modelo-3D-Celula-e-Radioisotopo-1-1.png 1562w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="558" data-id="15950" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-1024x558.jpg" alt="" class="wp-image-15950" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-1024x558.jpg 1024w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/03/radiofarmaco_PT_2026_menor-1-300x163.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption">O infográfico representa um <strong>radiofármaco</strong>, que é composto por um <strong>radioisótopo</strong> (que emite radiação) unido por um <strong>ligante</strong> a uma <strong>molécula carreadora</strong>. Essa molécula funciona como um guia que busca e se conecta especificamente ao <strong>alvo da célula tumoral</strong> para diagnóstico ou tratamento.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Terapias de precisão</strong></h4>



<p>A Medicina Nuclear se consolida também como uma ferramenta terapêutica de grande impacto. Moléculas radioativas são direcionadas a determinados tecidos, atingindo diretamente zonas afetadas e preservando estruturas saudáveis.</p>



<p>“No campo terapêutico, a especialidade oferece abordagens precisas, em que moléculas radioativas são direcionadas ao tecido-alvo. Isso permite, por exemplo, tratar doenças da tireoide, controlar dores ósseas causadas por metástases e, nos últimos anos, atuar em terapias personalizadas contra alguns tipos de câncer”, enfatiza Etchebehere.</p>



<p>Aquino ressalta a consolidação da terapia com Iodo-131 nos anos 1970 no Brasil e a introdução de novos radiofármacos em unidades especializadas. “Hoje, avançamos para radiofármacos inovadores, como o Lutécio-177, utilizado em centros de referência desde 2019. Todos esses tratamentos são aplicados com protocolos que garantem proteção à equipe de saúde, aos pacientes e aos familiares”, diz.</p>



<p>Outro ponto relevante é a segurança das aplicações clínicas. “As doses de radiação administradas são controladas, calculadas de modo individual e equivalem, em muitos casos, à exposição de exames de imagem convencionais. Além disso, a eliminação natural dos radiofármacos pelo organismo ocorre em curto período, o que reduz riscos adicionais”, acrescenta Etchebehere. Ao ajustar os procedimentos às características de cada paciente, esses avanços fortalecem o papel da Medicina Nuclear na medicina de precisão.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O cenário brasileiro</strong></h4>



<p>A Medicina Nuclear tem expandido sua presença no Brasil. A abertura de serviços especializados, a instalação de cíclotrons para a produção de radiofármacos e a incorporação de tecnologias avançadas no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada aumentam a disponibilidade de exames e tratamentos.</p>



<p>De acordo com a CNEN, em setembro de 2026, o país possui 457 instalações autorizadas, que realizam mais de 2 milhões de procedimentos ao longo do ano. Apesar dos números expressivos, o uso da Medicina Nuclear ainda é limitado: a taxa de atendimento corrigida por 100 mil habitantes é cinco vezes menor que nos Estados Unidos e três vezes inferior à de nações vizinhas, como Argentina e Chile, segundo este <a href="https://sbmn.org.br/wp-content/uploads/2016/01/Workshop_ClaudioTinoco_Por-que-expans%C3%A3o-da-Medicina-Nuclear.pdf" target="_blank" rel="noopener">relatório</a> da SBMN.</p>



<p>Para a presidente da sociedade, a realidade é de assimetrias e desafios estruturais. “Ainda existe desigualdade regional e, mais recentemente, o setor enfrenta uma crise de desabastecimento de insumos radioativos, o que reforça a necessidade de investimentos contínuos para que a população de diferentes estados possa contar com esses recursos de forma estável, retoma Etchebehere.</p>



<p>A ampliação das unidades clínicas exige suporte técnico e acompanhamento seguro do uso de radiação em todo o país. É nisso que acredita Josilto Oliveira de Aquino: “os serviços estão concentrados no Sudeste e no Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste têm menor cobertura. Aqui, a proteção radiológica é central, pois a expansão é feita com infraestrutura adequada, recursos humanos qualificados e sistemas de vigilância radiológica em todas as regiões”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Instituições científicas e horizontes da Medicina Nuclear</strong></h4>



<p>Diante dos desafios do setor, a <a href="https://sbmn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">SBMN</a> assume um papel-chave. “A entidade atua na formação de especialistas, na elaboração de diretrizes clínicas e na interlocução com autoridades de saúde para viabilizar a atualização tecnológica no país”, afirma Etchebehere. Além dessas funções, ela também é responsável por divulgar informações qualificadas à população e incentivar a pesquisa científica.</p>



<p>Nesse contexto, o <a href="https://www.cancerthera.org.br/sobre-o-cancerthera/" target="_blank" rel="noopener">CancerThera</a> soma esforços ao trabalho da SBMN. De acordo com Etchebehere, o Centro de Inovação Teranóstica em Câncer — daí o nome “CancerThera” — concentra-se em desenvolver radiofármacos inovadores, com foco em terapias direcionadas para o câncer. Financiado como um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), ele reúne grupos multidisciplinares que aproximam universidades, hospitais e indústrias para transformar descobertas científicas em soluções aplicáveis na prática clínica, especialmente voltadas para o modelo <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/diagnostico-e-tratamento-do-cancer-integrados-o-teranostico-como-modelo/" target="_blank" rel="noopener">Teranóstico</a></strong> — <em>terapia</em> baseada em <em>diagnóstico</em> em uma mesma abordagem.</p>



<p>Por sua vez, o presidente da SBPR observa que as sociedades médicas devem unir esforços para que inovação e segurança se desenvolvam simultaneamente: “SBMN e SBPR contribuem de forma complementar para que o Brasil avance com inovação, responsabilidade e qualidade no uso da radiação em saúde, trazendo benefícios para toda a sociedade brasileira”. A colaboração entre sociedades científicas e centros de pesquisa visa aproximar o laboratório do paciente e levar inovações em Medicina Nuclear diretamente para a prática clínica.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Novas Perspectivas Contra o Câncer | Ciência Para Todos - 3ª temporada" width="780" height="439" src="https://www.youtube.com/embed/we861ehqZdQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">Neste vídeo, você poderá conhecer mais das <strong>pesquisas desenvolvidas no CancerThera</strong> e de que modo elas podem beneficiar pacientes oncológicos. A médica nuclear <strong>Elba Etchebehere é uma das entrevistadas</strong>.</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sobre a série “Decodificando a Medicina Nuclear”</strong></h4>



<p><em>Esta reportagem inaugura a série <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/decodificando-a-medicina-nuclear/" target="_blank" rel="noopener">Decodificando a Medicina Nuclear</a></strong>, composta por cinco textos sobre diferentes ângulos da especialidade. No <strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/radiofarmacos-alta-tecnologia-para-diagnostico-e-tratamento-de-doencas/" target="_blank" rel="noopener">próximo capítulo</a></strong>, especialistas em Radioquímica, Radiofarmácia e Medicina Nuclear compartilharão suas perspectivas sobre radiofármacos, abordando avanços, desafios e aplicações dessa tecnologia de ponta.</em></p>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><sup><em><strong>Texto</strong>:&nbsp;<em><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/romulo-santana-osthues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Romulo Santana Osthues</a></em></em> e <em><a href="https://www.linkedin.com/in/viniciusbriton/" target="_blank" rel="noopener">Vinícius Brito</a>&nbsp;|&nbsp;<strong>Imagens</strong>:&nbsp;Romulo Santana Osthues, banco de fotos e/ou geradas por IA</em></sup></p>



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		<title>Pesquisadores do CancerThera apresentam avanços em radioquímica e teranóstica no 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/pesquisadores-do-cancerthera-apresentam-avancos-em-radioquimica-e-teranostica-no-40o-congresso-brasileiro-de-medicina-nuclear/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 11:36:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 4 e 6 de setembro, a cidade de São Paulo recebeu especialistas e pesquisadores para o 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN), promovido pela Sociedade Brasileira [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/pesquisadores-do-cancerthera-apresentam-avancos-em-radioquimica-e-teranostica-no-40o-congresso-brasileiro-de-medicina-nuclear/">Pesquisadores do CancerThera apresentam avanços em radioquímica e teranóstica no 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1280" height="785" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02.jpeg" alt="" class="wp-image-16172" style="width:422px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02.jpeg 1280w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02-300x184.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02-1024x628.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pesquisadores do CEPID CancerThera integraram a programação científica do 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN), em São Paulo, para debater inovações em radiofármacos, oncologia e medicina de precisão.</figcaption></figure></div>


<p>Entre os dias 4 e 6 de setembro, a cidade de São Paulo recebeu especialistas e pesquisadores para o 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN), promovido pela <a href="https://cbmn-sbmn.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN)</a>. O evento reuniu nomes de destaque da área para debater as principais inovações em radiofarmácia, diagnóstico por imagem e terapias oncológicas direcionadas. Pesquisadores vinculados ao <a href="https://www.cancerthera.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CEPID CancerThera </a>integraram a programação científica para apresentar resultados de investigações recentes e discutir os rumos da medicina de precisão no país.</p>


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<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="721" height="1058" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02-2-edited.jpeg" alt="" class="wp-image-16174" style="width:286px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02-2-edited.jpeg 721w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02-2-edited-204x300.jpeg 204w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-21-at-19.13.02-2-edited-698x1024.jpeg 698w" sizes="(max-width: 721px) 100vw, 721px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dr. Fabio Fernando Alves da Silva, biólogo, bioquímico, doutor em tecnologia nuclear, pós-doutorando na FCM/Unicamp durante apresentação no 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN).</figcaption></figure></div>


<p>Na sessão dedicada aos estudos pré-clínicos, o Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/8085096079255226" target="_blank" rel="noopener">Fabio Fernando Alves da Silva</a>, biólogo, bioquímico, doutor em tecnologia nuclear, pós-doutorando na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/UNICAMP), apresentou a palestra <em>&#8220;Desenvolvimento de radiotraçadores para pesquisas biológicas&#8221;</em>. A exposição abordou os principais avanços no desenho de radiofármacos e radiotraçadores bem como as perspectivas metodológicas para a área. Segundo Silva, o intercâmbio com pesquisadores nacionais e internacionais no painel “proporcionou uma discussão muito produtiva sobre o estado da arte em radioquímica e radiobiologia, as oportunidades e os desafios que estão por vir, além de possibilitar parcerias importantes para o nosso CEPID Cancerthera”.</p>



<p>O pesquisador também destacou a oportunidade de dividir a mesa de debates com pesquisadores que considera referências da área&nbsp; como a Dra. Carmen Silvia Passos Lima e o Dr. Roger Chammas. Desse intercâmbio intelectual, Silva ressalta um aprendizado conceitual que passa a guiar sua visão sobre o trabalho científico: &#8220;O principal insight que tive durante o congresso, e que levo comigo, é um conceito que aprendi: “a ciência não é linear, é uma espiral'&#8221;. Esse conceito, explica, significa que a construção do conhecimento não se dá em linha reta, “mas sim por meio de uma trajetória multidisciplinar e abrangente, repleta de curvas e relevos que, por vezes, nos faz retroceder ‘uma casa para avançar duas’”, conclui.</p>


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<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="930" height="1280" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.46.47.jpeg" alt="" class="wp-image-16177" style="width:317px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.46.47.jpeg 930w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.46.47-218x300.jpeg 218w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.46.47-744x1024.jpeg 744w" sizes="(max-width: 930px) 100vw, 930px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dra. Carmen Silvia Passos Lima, médica oncologista, professora da FCM/Unicamp, pesquisadora principal e coordenadora da área de Inovação no CancerThera durante sua participação no 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear (CBMN).</figcaption></figure></div>


<p>Para a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/" target="_blank" rel="noopener">Carmen Silvia Passos Lima</a>, médica oncologista, professora da FCM/Unicamp, pesquisadora principal e coordenadora da área de Inovação no CancerThera, as discussões do congresso evidenciaram tendências fundamentais para a descoberta de novos fármacos oncológicos. Entre os pontos de destaque abordados na sessão de pesquisa pré-clínica, Lima aponta “a otimização de culturas tridimensionais (3D) em esferoides e organóides tumorais &#8211; metodologia que visa reduzir a dependência de experimentos com uso de animais &#8211; e o desenvolvimento de xenotransplantes de animais humanizados, que possibilitam avaliar fármacos cuja ação depende do sistema imune”.</p>



<p>A pesquisadora ressalta ainda que esses modelos em 3D, que simulam mini-tumores em laboratório, já estão em fase de validação no Laboratório de Genética do Câncer da FCM/Unicamp (LAGECA) para vários projetos, enquanto modelos complexos de xenotransplantes figuram em etapas futuras de planejamento.</p>


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<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1132" height="605" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.48.38.jpeg" alt="" class="wp-image-16171" style="width:492px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.48.38.jpeg 1132w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.48.38-300x160.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-08-at-21.48.38-1024x547.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1132px) 100vw, 1132px" /><figcaption class="wp-element-caption">Da esq. para a dir., participantes da sessão dedicada aos estudos pré-clínicos:  Camila Maria Longo Machado, os palestrante Brígida Schirmer, Fábio Fernando Alves da Silva (CEPID CancerThera), Carmen Silvia Passos Lima (CEPID CancerThera), Larissa Estessi, Pablo Cabral e Sérgio Augusto Lopes de Souza.</figcaption></figure></div>


<p><strong>Trabalhos apresentados</strong></p>



<p><em><strong>Peptídeo anti-integrina modificado por quelante radiomarcado como teranóstico no glioblastoma</strong><br></em>Autores: Juliana Carron, Gabriella Fraiji Melo, Fábio Fernando Alves da Silva, Flávio Lopes Alves, Maria Eduarda de Oliveira Amaro Santos, Vânia Pereira de Castro Rodrigues, Arif Ali, Gilberto Carlos Franchi, João Ernesto de Carvalho, Ana Lucia Tasca Gois Ruiz, Leonardo Lima Fuscaldi, Luciana Malavolta Quaglio, Carmen Silvia Passos Lima.</p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Xenya Bucchioni</a></em></sub><br></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/pesquisadores-do-cancerthera-apresentam-avancos-em-radioquimica-e-teranostica-no-40o-congresso-brasileiro-de-medicina-nuclear/">Pesquisadores do CancerThera apresentam avanços em radioquímica e teranóstica no 40º Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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