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	<title>CEPID CancerThera</title>
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	<description>Centro de Inovação Teranóstica em Câncer</description>
	<lastBuildDate>Fri, 28 Aug 2026 16:51:35 +0000</lastBuildDate>
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		<title>CancerThera participa da edição 2026 do programa Unicamp de Portas Abertas (UPA)</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/cancerthera-participa-da-edicao-2026-do-programa-unicamp-de-portas-abertas-upa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:51:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No sábado, 22 de agosto de 2026, o CancerThera participou da 21ª edição do programa Unicamp de Portas Abertas (UPA), que neste ano teve como tema “Tempo de Conexões” e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No sábado, <strong>22 de agosto de 2026</strong>, o CancerThera participou da <strong>21ª edição do programa Unicamp de Portas Abertas (UPA)</strong>, que neste ano teve como tema <strong>“Tempo de Conexões”</strong> e integrou as comemorações dos <strong>60 anos da Unicamp</strong>. O evento, com entrada gratuita, convidou estudantes, futuros ingressantes e a comunidade a conhecer de perto a universidade, suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1280" height="960" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-25.jpeg" alt="" class="wp-image-15845" style="width:392px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-25.jpeg 1280w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-25-300x225.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-25-1024x768.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption">Voluntários realizaram atividades didáticas para demonstrar os estudos desenvolvidos no CancerThera .</figcaption></figure></div>


<p>Ao longo do evento, o CancerThera mobilizou <strong>mais de 30 voluntários</strong>, entre estudantes de graduação e pós-graduação e professores, que atuaram na recepção dos visitantes e na condução das atividades. </p>



<p><strong>Programação</strong><br>Cerca de <strong>500 visitantes</strong> participaram das atividades promovidas pelo CancerThera. A programação contou com <strong>games e atividades educativas sobre radiação e câncer</strong>, além de uma experiência prática com um <strong>contador Geiger</strong>, que permitiu aos participantes conhecer um instrumento utilizado para detectar e medir radiação e relacionar o conceito a situações do cotidiano.</p>



<p>Um dos destaques da programação foram as <strong>quatro arenas temáticas — CancerThera, Pesquisa Básica, Pesquisa Pré-Clínica e Pesquisa Clínica</strong>. Nesses espaços, os visitantes puderam conhecer diferentes etapas do processo de desenvolvimento científico e tecnológico, desde a investigação dos mecanismos relacionados ao câncer até as etapas de pesquisa básica, pré-clínica e clínica. A proposta foi mostrar, de forma didática, como diferentes áreas do conhecimento se conectam para transformar descobertas científicas em novas estratégias de diagnóstico, tratamento e cuidado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" width="2856" height="2142" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-21.jpeg" alt="" class="wp-image-15844" style="width:392px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-21.jpeg 2856w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-21-300x225.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image1-21-1024x768.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 2856px) 100vw, 2856px" /><figcaption class="wp-element-caption">VIsitantes participaram de atividades gamificadas sobre câncer e radiação.</figcaption></figure></div>


<p><strong>Difusão</strong><br>A participação do CancerThera na UPA 2026 reforça o compromisso do projeto com a <strong>divulgação científica, a formação de novos talentos e a democratização do conhecimento em ciência e saúde</strong>. Ao proporcionar experiências práticas e interativas, o CancerThera contribuiu para despertar o interesse de crianças, jovens, estudantes e demais visitantes pela pesquisa científica e pelas diferentes possibilidades de atuação na área da saúde, da ciência e da inovação em câncer.</p>



<p>Texto: Roberta Steganha</p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/cancerthera-participa-da-edicao-2026-do-programa-unicamp-de-portas-abertas-upa/">CancerThera participa da edição 2026 do programa Unicamp de Portas Abertas (UPA)</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>CancerThera e CNPEM discutem caminhos para inovação e transferência de tecnologia </title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/cancerthera-e-cnpem-discutem-caminhos-para-inovacao-e-transferencia-de-tecnologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 16:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores e gestores do FAPESP CEPID CancerThera participaram, no dia 13 de agosto de 2026, de uma reunião sobre inovação no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores e gestores do FAPESP CEPID CancerThera participaram, no dia 13 de agosto de 2026, de uma <strong>reunião sobre inovação</strong> no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (<a href="https://cnpem.br/" title="">CNPEM</a>), em Campinas (SP). O encontro reuniu integrantes do CancerThera e representantes do CNPEM, Cláudia Caparelli e Gabriela Leal, para discutir possibilidades de colaboração, inovação e transferência de tecnologia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img decoding="async" width="1536" height="864" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Sirius3.NOV2019.Creditos_DivulgacaoCNPEM-1536x864-1.jpg" alt="" class="wp-image-15827" style="width:392px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Sirius3.NOV2019.Creditos_DivulgacaoCNPEM-1536x864-1.jpg 1536w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Sirius3.NOV2019.Creditos_DivulgacaoCNPEM-1536x864-1-300x169.jpg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Sirius3.NOV2019.Creditos_DivulgacaoCNPEM-1536x864-1-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pesquisadores e gestores do FAPESP CEPID CancerThera participaram de uma reunião sobre inovação no CNPEM.</figcaption></figure></div>


<p>O CNPEM é um dos <strong>principais centros de pesquisa científica e tecnológica do país</strong>, com atuação multidisciplinar e infraestrutura de alta complexidade. Sua área de inovação atua na promoção de parcerias, pesquisa e desenvolvimento tecnológico e transferência de tecnologia, aproximando o conhecimento científico de aplicações práticas.</p>



<p>Nesse contexto, a aproximação entre o CancerThera e o CNPEM a<strong>mplia as possibilidades de aplicação dos resultados de pesquisa e abre novas perspectivas</strong> para o desenvolvimento de soluções inovadoras na área da oncologia.</p>



<p>Participaram do encontro os professores doutores <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/pedro-paulo-corbi/" title=""><strong>Pedro Paulo Corbi</strong></a> e <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/" title=""><strong>Carmem Silvia Passos Lima</strong></a>, além da gestora de Transferência em Tecnologia, <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-carolina-santos-mendes/" title=""><strong>Maria Carolina Santos Mendes</strong></a>; da gestora Executiva de Projetos,<strong> <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-carolina-santos-mendes/" title="">Maria Elvira Pizzigatti Correa</a></strong><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-carolina-santos-mendes/" title="">;</a> e da gestora de Difusão do Conhecimento, Roberta Steganha.</p>



<p>A reunião reforça o compromisso do CEPID CancerThera com a <strong>integração entre ciência, inovação e sociedade</strong>, fortalecendo redes de colaboração e criando caminhos para transformar conhecimento e descobertas científicas em soluções com potencial de impacto na saúde.</p>



<p><sub><em><strong>Texto</strong>: Roberta Steganha</em></sub></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/cancerthera-e-cnpem-discutem-caminhos-para-inovacao-e-transferencia-de-tecnologia/">CancerThera e CNPEM discutem caminhos para inovação e transferência de tecnologia </a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>LATAM BioHoldings visita CancerThera para conhecer pesquisas e oportunidades de inovação </title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/latam-bioholdings-visita-cancerthera-para-conhecer-pesquisas-e-oportunidades-de-inovacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 17:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Representantes da empresa LATAM BioHoldings visitaram o CancerThera no dia 14 de agosto de 2026. O encontro teve como objetivo ampliar o conhecimento da empresa sobre a atuação científica e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Representantes da empresa LATAM BioHoldings visitaram o CancerThera no dia 14 de agosto de 2026. O encontro teve como <strong>objetivo ampliar o conhecimento da empresa sobre a atuação científica e tecnológica do projeto, bem como identificar oportunidades de colaboração, desenvolvimento e transferência de tecnologia</strong>. A agenda contou com o acompanhamento das representantes da Inova Unicamp (Agência de Inovação da Unicamp), Beatriz Hargrave e Fernanda Quaglio de Andrade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="2856" height="2142" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-22.jpeg" alt="" class="wp-image-15785" style="width:392px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-22.jpeg 2856w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-22-300x225.jpeg 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/image0-22-1024x768.jpeg 1024w" sizes="(max-width: 2856px) 100vw, 2856px" /><figcaption class="wp-element-caption">Comitiva da LATAM BioHoldings durante visita ao CancerThera para identificar oportunidades de colaboração, desenvolvimento e transferência de tecnologia.</figcaption></figure></div>


<p>A comitiva, composta por Eduardo Leveque, Gilberto Ugalde e Julieta Roditi, conheceu as instalações do Hemocentro, incluindo sua infraestrutura e as atividades de pesquisa desenvolvidas no local. </p>



<p>Na sequência, foi recepcionada pela professora doutora <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/" title=""><strong>Carmen Silvia Passos Lima</strong></a>, que apresentou as <strong>principais linhas de pesquisa, tecnologias e projetos desenvolvidos pelos pesquisadores do CancerThera,</strong> destacando os seis produtos científicos gerados e os potenciais de aplicação na indústria em benefício da sociedade. As tecnologias consistem em um dispositivo alternativo para exames &#8220;in vitro&#8221; de medicina, um equipamento de exercício respiratório, um programa computacional para avaliar composição corpórea, dois metalofármacos de administração tópica e um teranóstico.</p>



<p>Também participaram do encontro a Gestora de Transferência em Tecnologia, <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-carolina-santos-mendes/" title=""><strong>Maria Carolina Santos Mendes</strong></a>; a Gestora Executiva de Projetos, <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-elvira-p-correa/" title=""><strong>Maria Elvira Pizzigatti Correa</strong></a>; e a Gestora de Difusão do Conhecimento, Roberta Steganha.</p>



<p>A visita promoveu o diálogo entre o Cancer Thera e a LATAM BioHoldings, possibilitando a troca de informações sobre as pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelo projeto e a <strong>identificação de potenciais oportunidades de colaboração</strong> com o setor empresarial.&nbsp;</p>



<p>A iniciativa reforça o compromisso do CancerThera com a pesquisa, a inovação e a transferência de tecnologia, ampliando as possibilidades de conexão com potenciais parceiros e de transformação do conhecimento científico em soluções com potencial de aplicação e impacto na sociedade.</p>



<p><sub><em><strong>Texto</strong>: Roberta Steganha</em></sub></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/latam-bioholdings-visita-cancerthera-para-conhecer-pesquisas-e-oportunidades-de-inovacao/">LATAM BioHoldings visita CancerThera para conhecer pesquisas e oportunidades de inovação </a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>FUTURO DA SAÚDE I Teranóstica avança na oncologia, mas expansão depende de uma cadeia estruturada</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/futuro-da-saude-i-teranostica-avanca-na-oncologia-mas-expansao-depende-de-uma-cadeia-estruturada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:43:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Angélica Weise Exemplo de medicina de precisão, a teranóstica combina diagnóstico e tratamento por meio da mesma molécula radioativa. A tecnologia permite identificar a presença de um alvo biológico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Angélica Weise</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="854" height="1380" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-Tela-2026-08-26-as-10.10.26.png" alt="" class="wp-image-15781" style="width:331px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-Tela-2026-08-26-as-10.10.26.png 854w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-Tela-2026-08-26-as-10.10.26-186x300.png 186w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-Tela-2026-08-26-as-10.10.26-634x1024.png 634w" sizes="(max-width: 854px) 100vw, 854px" /></figure></div>


<p>Exemplo de medicina de precisão, a teranóstica combina diagnóstico e tratamento por meio da mesma molécula radioativa. A tecnologia permite identificar a presença de um alvo biológico específico no tumor e, a partir dessa informação, selecionar a terapia mais adequada para cada<br>paciente. Historicamente restrita aos tumores de tireoide e próstata e utilizada principalmente em pacientes com doença avançada, a abordagem começa a ganhar espaço em outras áreas da oncologia. Agora, também é estudada para câncer de mama, pulmão e gliomas, acompanhando uma transformação mais ampla da especialidade em direção a tratamentos cada vez mais personalizados.</p>



<p>A medicina nuclear utiliza o iodo radioativo para diagnóstico e tratamento de doenças da tireoide desde a década de 1940. O avanço da imagem em fases mais precoces da doença, e não apenas como alternativa para pacientes que já haviam esgotado outras opções terapêuticas. Esse avanço<br>também se reflete nas perspectivas econômicas da área. Estimativas apontam que o mercado global de radioteranóstica movimentou cerca de US$ 11,8 bilhões em 2025 e pode ultrapassar US$ 25 bilhões<br>até 2033.</p>



<p>No Brasil, a expansão da teranóstica ainda esbarra na oferta limitada de radiofármacos, na concentração dos serviços especializados e em desafios relacionados ao financiamento, à importação e ao registro de novos produtos. Somase a isso a necessidade de ampliar a infraestrutura da medicina nuclear, com mais equipamentos e serviços habilitados para realizar procedimentos teranósticos, além de formar e fixar profissionais especializados. “A expansão depende da organização de toda a cadeia assistencial”, diz<br>Paulo Almeida, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).</p>



<p>A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) registra 453 serviços de medicina nuclear autorizados no país. O cadastro reúne estabelecimentos habilitados para realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos com material radioativo, mas não identifica quais oferecem especificamente a teranóstica. Atualmente, a tecnologia está concentrada em centros de alta complexidade e hospitais de referência em oncologia, como Einstein, SírioLibanês, A.C.Camargo Cancer Center, Instituto Nacional de Câncer (Inca), Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), Hospital de Amor, em Barretos, e Hospital das Clínicas da Unicamp, entre outros.</p>



<p>Especialistas avaliam que o cenário pode começar a mudar nos próximos anos. Uma série de fatores deve fortalecer a área, como a construção do Reator Multipropósito Brasileiro, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com início das operações previsto para 2031. Além disso, também existe a implementação da Política Nacional de Expansão da Medicina Nuclear. A expectativa é que se amplie a produção nacional de radioisótopos, reduzindo a dependência por importações. Ainda, que isso possa se reverter na expansão da oferta da teranóstica no país.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">(…)</h2>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong>LEIA O TEXTO ORIGINAL NA ÍNTEGRA <a href="https://futurodasaude.com.br/avanco-da-teranostica-cadeia-estruturada/?utm_medium=email&amp;utm_campaign=newsletter_204&amp;utm_source=RD+Station" target="_blank" rel="noopener" title="">NESTE LINK</a>.</strong></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/futuro-da-saude-i-teranostica-avanca-na-oncologia-mas-expansao-depende-de-uma-cadeia-estruturada/">FUTURO DA SAÚDE I Teranóstica avança na oncologia, mas expansão depende de uma cadeia estruturada</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aliança estratégica entre CancerThera e CUDIM consolida parceria internacional e abre fronteiras para a educação e para a pesquisa</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/alianca-estrategica-entre-cancerthera-e-cudim-consolida-parceria-internacional-e-abre-fronteiras-para-a-educacao-e-para-a-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:08:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cancerthera.org.br/?p=15768</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dar vida prática a um acordo de cooperação internacional exige imersão, alinhamento técnico e, acima de tudo, o encontro direto entre pesquisadores que compartilham a mesma visão de futuro para [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/alianca-estrategica-entre-cancerthera-e-cudim-consolida-parceria-internacional-e-abre-fronteiras-para-a-educacao-e-para-a-pesquisa/">Aliança estratégica entre CancerThera e CUDIM consolida parceria internacional e abre fronteiras para a educação e para a pesquisa</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1046" height="1280" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-07-28-at-19.20.44.jpeg" alt="" class="wp-image-15770" style="width:392px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-07-28-at-19.20.44.jpeg 1046w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-07-28-at-19.20.44-245x300.jpeg 245w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-07-28-at-19.20.44-837x1024.jpeg 837w" sizes="(max-width: 1046px) 100vw, 1046px" /><figcaption class="wp-element-caption">Comitiva de pesquisadores do CEPID CancerThera reunida com a equipe do Centro Uruguaio de Imagiologia Molecular (CUDIM), em Montevidéu, durante visita técnica voltada ao fortalecimento da cooperação entre ambos os centros.</figcaption></figure></div>


<p>Dar vida prática a um acordo de cooperação internacional exige imersão, alinhamento técnico e, acima de tudo, o encontro direto entre pesquisadores que compartilham a mesma visão de futuro para a Oncologia. Dando continuidade à parceria institucional firmada em fevereiro entre <a href="https://www.cancerthera.org.br/">CEPID CancerThera </a>no <a href="https://cudim.org/2026/07/20/jornada-de-actualizacion-recursos-diagnosticos-y-teragnostica-en-cudim/">Centro Uruguaio de Imagiologia Molecular</a> (CUDIM), uma comitiva brasileira realizou uma nova visita a Montevidéu entre os dias 27 e 29 de julho.</p>



<p>Mais do que estreitar laços, a delegação cruzou a fronteira para transformar o memorando de intenções em um plano de trabalho concreto. O objetivo central da missão foi avançar em ensaios clínicos multicêntricos, em estudos pré-clínicos, teranóstica [abordagem que une o diagnóstico por imagem e o tratamento direcionado de tumores em uma única estratégia] e cooperação educacional.</p>



<p><strong>Uma agenda intensa de diálogo e ciência translacional</strong></p>



<p>Com recepção oficial conduzida por <a href="https://cudim.org/2025/09/18/nuevo-director-general-de-cudim/">Alarico Rodriguez</a> — médico, especialista em sistemas de saúde e avaliação de tecnologias sanitárias e diretor geral do CUDIM — e pelo Dr. <a href="https://cudim.org/autoridades/">Eduardo Osvaldo Savio Quevedo</a> — radiofarmacêutico, diretor técnico em Radiofarmácia e professor associado no centro —, a agenda de trabalho dos pesquisadores brasileiros em solo uruguaio foi desenhada para cobrir todas as etapas do desenvolvimento oncológico.</p>



<p>A programação incluiu imersões práticas aprofundadas e discussões de casos complexos. Como pontua a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/">Carmen Silvia Passos Lima</a>, médica oncologista e hematologista, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp) e pesquisadora principal e coordenadora da área de Inovação no CancerThera, o centro uruguaio serve como referência internacional de qualidade e de segurança para avaliações pré-clínicas e clínicas com radiofármacos. “O aprendizado adquirido, particularmente em avaliações de qualidade dos testes e procedimentos por eles utilizados, que dialogam diretamente com as nossas investigações, serão de grande valia para o desenvolvimento das pesquisas no CancerThera”, avalia.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="1280" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-08.09.23-2.jpeg" alt="" class="wp-image-15771" style="width:355px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-08.09.23-2.jpeg 960w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-08.09.23-2-225x300.jpeg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-04-at-08.09.23-2-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-element-caption">A imersão ao CUDIM permitiu às equipes brasileiras conhecer de perto a infraestrutura e os procedimentos de excelência voltados à imagem molecular e ao suporte de exames diagnósticos avançados.</figcaption></figure></div>


<p>Durante os dias de trabalho conjunto, a delegação brasileira integrou-se às equipes locais para debater o aprimoramento de radiofármacos [compostos radioativos utilizados para detectar e destruir células tumorais de forma altamente direcionada] e novas abordagens em imagem molecular.</p>



<p>Como destaca o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/leonardo-lima-fuscaldi/">Leonardo Lima Fuscaldi</a>, radiofarmacêutico, pesquisador associado no CancerThera e professor na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), a união de esforços acelera o ritmo das descobertas: &#8220;acredito que quando diferentes grupos de pesquisa trabalham juntos, o conhecimento avança mais rápido. Durante a visita ao CUDIM, pudemos trocar experiências sobre o desenvolvimento e a aplicação de radiofármacos direcionados a tumores, que são medicamentos capazes de localizar e/ou tratar tumores de forma bastante específica&#8221;. </p>



<p>Na prática, a integração entre os centros de pesquisa gera novas perspectivas para o cuidado oncológico. Como explica Fuscaldi, “isso significa que nós conseguiremos acelerar o desenvolvimento dessas nossas tecnologias e que isso possa melhorar o diagnóstico por imagem molecular e tornar os tratamentos por terapia radionuclídica, utilizando os radiofármacos, mais direcionados às características de cada paciente. Toda essa colaboração entre pesquisadores têm esse principal propósito&#8221;.</p>



<p><strong><strong>Educação, intercâmbio e perspectivas</strong></strong></p>



<p>Para além do intercâmbio laboratorial, a missão consolidou passos decisivos para a formação de novos talentos e a integração de quadros acadêmicos. Na avaliação da Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-elvira-p-correa/">Maria Elvira Pizzigatti Correa</a>, cirurgiã dentista e pós-doutoranda em gestão executiva da pesquisa no CancerThera, a integração vai além da bancada laboratorial. Segundo a pesquisadora, &#8220;essa sinergia interinstitucional otimiza o ciclo completo da pesquisa e do ensino no modelo Teranóstico, viabilizando o intercâmbio de pós-graduandos e a participação bilateral em projetos de difusão do conhecimento&#8221;. Um trabalho, avalia Correa, que “pavimenta o caminho de ambas as instituições como referências internacionais no tratamento personalizado do câncer&#8221;.</p>



<p>Em sintonia com essa visão, Lima reforça que pesquisadores das duas instituições atuarão de forma recíproca em cursos ofertados por ambas as instituições. A cooperação ganhou desdobramentos operacionais imediatos: foram acertadas visitas de pós-graduandos e pesquisadores do CancerThera ao CUDIM com programas personalizados, e já está em andamento a inserção de pesquisadores do CUDIM como orientadores no Programa de Pós-graduação em Oncologia da FCM/Unicamp, fortalecendo a produção científica conjunta e a internacionalização da pós-graduação.</p>



<p>O estreitamento de fronteiras também se materializará em um congresso internacional dedicado aos Teranósticos em Oncologia, a ser sediado na Unicamp no próximo ano e estruturado em colaboração com o CUDIM. Além disso, propostas de projetos pré-clínicos e clínicos foram apresentadas pela comitiva brasileira e contaram com receptividade pelas equipes uruguaias.</p>



<p>Como resume Fuscaldi, reforçando o valor da vivência internacional para os pesquisadores em formação e a aproximação de equipes altamente qualificadas em áreas complementares, &#8220;em ciência, ninguém avança sozinho, e parcerias como essa são fundamentais para transformar pesquisa de qualidade em benefícios reais para a sociedade&#8221;.</p>



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<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noopener" title="">Xenya Bucchioni</a> </em></sub></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/alianca-estrategica-entre-cancerthera-e-cudim-consolida-parceria-internacional-e-abre-fronteiras-para-a-educacao-e-para-a-pesquisa/">Aliança estratégica entre CancerThera e CUDIM consolida parceria internacional e abre fronteiras para a educação e para a pesquisa</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Módulo promovido pelo CancerThera leva conhecimento de Teranósticos em Oncologia para o XXXV Congresso Médico Acadêmico da Unicamp </title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/modulo-promovido-pelo-cancerthera-leva-conhecimento-de-teranosticos-em-oncologia-para-o-xxxv-congresso-medico-academico-da-unicamp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:25:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine poder enxergar um tumor com exatidão e, com a mesma tecnologia, diagnosticar e combater a doença entregando uma dose certeira de radiação ou medicação apenas às células doentes, poupando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="927" height="1280" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-06.51.02.jpeg" alt="" class="wp-image-15746" style="width:392px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-06.51.02.jpeg 927w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-06.51.02-217x300.jpeg 217w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-06.51.02-742x1024.jpeg 742w" sizes="(max-width: 927px) 100vw, 927px" /><figcaption class="wp-element-caption">Da esq. para dir., Dr. Fabio Fernando Alves da Silva, Dra. Carmen Silvia Passos Lima, &nbsp;Dra. Adrhyann Jullyanne de Souza Portilho, Ms. Francisco Mastrobuono Cordeiro Almeida — pesquisadores do CEPID CancerThera.</figcaption></figure></div>


<p>Imagine poder enxergar um tumor com exatidão e, com a mesma tecnologia, diagnosticar e combater a doença entregando uma dose certeira de radiação ou medicação apenas às células doentes, poupando os tecidos saudáveis do corpo. O que parecia ficção científica há poucos anos, hoje, molda uma das fronteiras mais promissoras da Medicina: os teranósticos &#8211; tema do módulo especial ministrado por pesquisadores do <a href="https://www.cancerthera.org.br/">CEPID CancerThera </a>no XXXV Congresso Médico Acadêmico da Universidade Estadual de Campinas (CoMAU 2026), realizado entre os dias 7 e 8 de agosto na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>



<p><strong><strong><strong><strong>Alvo certo na luta contra o câncer&nbsp;</strong></strong></strong></strong></p>



<p>A Oncologia vive um momento de efervescência com modelos de tratamento generalistas dando espaço à medicina de precisão [abordagem terapêutica que personaliza o cuidado médico com base nas características genéticas e moleculares específicas de cada paciente e de seu tumor]. Dentro desse ecossistema, os teranósticos — neologismo que une &#8220;terapia&#8221; e &#8220;diagnóstico&#8221; — representam um marco tecnológico sem precedentes na Medicina Nuclear [especialidade médica que utiliza substâncias radioativas seguras para diagnosticar e tratar doenças].</p>



<p>Com o objetivo de apresentar de forma didática o conceito de Teranóstico e suas aplicações no desenvolvimento científico, em especial aos alunos do curso de Medicina, o módulo <em>“Teranóstico em Oncologia: efeitos benéficos da radiação” </em>foi estruturado em quatro palestras encadeadas, desvendando o percurso que vai da bancada do laboratório até a iminência da aplicação clínica.</p>



<p>A abertura teve início com a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/adrhyann-jullyanne-de-sousa-portilho/">Adrhyann Jullyanne de Souza Portilho</a>, bióloga e pós-doutoranda em clínica médica na FCM/Unicamp, que ministrou a palestra <em>&#8220;Teranósticos em câncer: conceitos e aplicações&#8221;</em>, introduzindo os principais termos da área e os teranósticos já disponíveis comercialmente.</p>



<p>Ao refletir sobre a vivência no congresso, a pesquisadora destaca a experiência enriquecedora de poder compartilhar conhecimentos sobre o uso de radiofármacos no diagnóstico e no tratamento de pacientes com câncer. “Despertar a curiosidade dos alunos no CoMAU e perceber o interesse deles ao longo da apresentação foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes, pois disseminar esse conhecimento para a próxima geração de profissionais de saúde é parte fundamental do nosso trabalho&#8221;, afirma.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1920" height="2560" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-19.57.42-scaled.jpeg" alt="" class="wp-image-15753" style="width:355px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-19.57.42-scaled.jpeg 1920w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-19.57.42-225x300.jpeg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-08-at-19.57.42-768x1024.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption class="wp-element-caption">O pesquisador Francisco Mastrobuono Cordeiro Almeida durante a palestra &#8220;Metalofármacos: concepção e síntese&#8221;, apresentada no módulo do CancerThera no XXXV CoMAU.</figcaption></figure></div>


<p><strong><strong><strong><strong>Da química básica aos testes pré-clínicos</strong></strong></strong></strong></p>



<p>Para que a terapia de precisão funcione no corpo humano, a engenharia molecular exige uma engrenagem multidisciplinar rigorosa. A segunda etapa do módulo apresentou a concepção e a síntese de novos compostos com a palestra <em>&#8220;Metalofármacos: concepção e síntese&#8221;</em>, apresentada pelo Ms. <a href="https://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do">Francisco Mastrobuono Cordeiro Almeida</a>, doutorando em química no Instituto de Química da Unicamp, que detalhou como os profissionais da área idealizam e desenvolvem novas moléculas e radiofármacos.&nbsp;</p>



<p>Como explica o pesquisador, o maior desafio dessa atuação reside na complexidade por trás do desenho de novos compostos, já que isso demanda encontrar o balanço ideal na junção de um metal — como a platina ou o paládio, que possuem geometrias favoráveis à interação com o DNA — com um ligante adequado e compatível. Na prática, a pesquisa básica caminha no terreno da imprevisibilidade: sintetizar uma nova molécula exige forte embasamento na literatura, embora o sucesso biológico e o controle de toxicidades só possam ser plenamente medidos passo a passo.</p>



<p>Para Almeida, participar do congresso foi uma oportunidade de expor aos estudantes que a inovação farmacêutica é construída de forma multidisciplinar: &#8220;Foi legal para mostrar para os alunos, por exemplo, que a grande parte do desenvolvimento de novos fármacos não vem só da Medicina, vem dos Químicos, dos Físicos, Biomédicos, Biólogos&#8221;, conclui.</p>



<p>Na sequência, o módulo ministrado pelos pesquisadores do CancerThera aprofundou-se nas bases estruturais dessa engrenagem através das avaliações<em> in vitro</em> e <em>in vivo</em> [testes laboratoriais realizados em células e, posteriormente, em modelos biológicos vivos para comprovar eficácia e segurança], com a palestra <em>“Radiofármacos: avaliações pré-clínicas”</em>, conduzida pelo Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/8085096079255226">Fabio Fernando Alves da Silva</a>, biólogo, bioquímico, doutor em tecnologia nuclear, pós-doutorando na FCM/UNICAMP.</p>



<p>Sobre o trabalho apresentado, Silva ressalta a oportunidade de compartilhar a pesquisa pré-clínica desenvolvida no CancerThera, abordando etapas fundamentais para a caracterização e validação de novos radiofármacos. &#8220;Escolhi destacar conceitos fundamentais de radiação, imagem molecular e teranóstico, além de explicar as caracterizações <em>in vitro</em> e <em>in vivo </em>necessárias para o desenvolvimento de radiofármacos, como os estudos de biodistribuição e a avaliação de seu potencial diagnóstico e terapêutico&#8221;, explica.&nbsp;</p>



<p>Em sua avaliação sobre o evento, o pesquisador pontua que encontros como o CoMAU são essenciais para aproximar os estudantes da pesquisa científica e das novas tecnologias aplicadas à Medicina, promovendo o contato com áreas como Estatística, Química e Ciências Biológicas. Para Silva, essas iniciativas &#8220;mostram como a pesquisa básica, pré-clínica e clínica se complementam na construção de uma ciência translacional, direcionada aos pacientes.&#8221;</p>



<p><strong><strong><strong><strong><strong>Combatendo os tumores mais desafiadores</strong></strong></strong></strong></strong></p>



<p>O encerramento do módulo coube à Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/">Carmen Silvia Passos Lima</a>, médica oncologista, professora da FCM/Unicamp, pesquisadora principal e coordenadora da área de Inovação no CancerThera. A palestra<em> &#8220;Anti-Integrina em glioblastoma&#8221; </em>sintetizou a jornada apresentada ao longo das outras conferências ao demonstrar os resultados preliminares do desenvolvimento de um radiofármaco com potencial teranóstico — unindo o peptídeo anti-integrina, o quelante DOTA e o gálio-68 — voltado ao enfrentamento do glioblastoma, um tumor cerebral primário de alta agressividade.</p>



<p>Segundo Lima, o objetivo principal foi ilustrar aos estudantes, de forma acessível, como todas as etapas se conectam na prática translacional. &#8220;Em seu conjunto, foi apresentado no módulo, de forma simplificada, parte do que se desenvolve em pesquisa no CancerThera e a apresentação dos resultados promissores de potencial teranóstico para glioblastoma acabou por fechá-lo com “chaves de ouro”, avalia. Ela acrescenta que o grande volume de pesquisadores de diversas áreas e o tempo dedicado ao desenvolvimento de um radiofármaco para um único alvo causaram forte impacto e surpresa na plateia.&nbsp;</p>



<p>Para a pesquisadora, expor projetos reais aos futuros médicos fomenta um discernimento clínico mais aprimorado sobre prescrições e procedimentos, além de ser um impulso para atrair os jovens para atuação na pesquisa científica. O reflexo dessa aproximação já pôde ser medido imediatamente após o encerramento das atividades: &#8220;Vale comentar que parece que isso de fato acontece, pois inúmeros alunos nos procuraram ao final do módulo e esta semana pedindo orientação para realizar iniciação científica na área&#8221;, celebra Lima.</p>



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<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noopener" title="">Xenya Bucchioni</a> </em></sub></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/modulo-promovido-pelo-cancerthera-leva-conhecimento-de-teranosticos-em-oncologia-para-o-xxxv-congresso-medico-academico-da-unicamp/">Módulo promovido pelo CancerThera leva conhecimento de Teranósticos em Oncologia para o XXXV Congresso Médico Acadêmico da Unicamp </a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Estudo do CEPID CancerThera comprova que PET/CT com FDG supera métodos convencionais e revela acometimento multiorgânico oculto na paracoccidioidomicose</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/estudo-do-cepid-cancerthera-comprova-que-pet-ct-com-fdg-supera-metodos-convencionais-e-revela-acometimento-multiorganico-oculto-na-paracoccidioidomicose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 11:28:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A paracoccidioidomicose (PCM), micose sistêmica negligenciada de alta relevância clínica e epidemiológica no Brasil, ganhou um aliado poderoso no mapeamento preciso de sua gravidade. Um novo estudo conduzido por pesquisadores [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/estudo-do-cepid-cancerthera-comprova-que-pet-ct-com-fdg-supera-metodos-convencionais-e-revela-acometimento-multiorganico-oculto-na-paracoccidioidomicose/">Estudo do CEPID CancerThera comprova que PET/CT com FDG supera métodos convencionais e revela acometimento multiorgânico oculto na paracoccidioidomicose</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1942" height="2560" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Infectious-disease-oxford-scaled.jpeg" alt="" class="wp-image-15732" style="width:390px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Infectious-disease-oxford-scaled.jpeg 1942w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Infectious-disease-oxford-228x300.jpeg 228w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/Infectious-disease-oxford-777x1024.jpeg 777w" sizes="(max-width: 1942px) 100vw, 1942px" /><figcaption class="wp-element-caption">Estudo conduzido por pesquisadores do CEPID CancerThera revela que a tecnologia PET/CT com FDG identifica mais do que o dobro de lesões na paracoccidioidomicose. <a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciag372/8711611" target="_blank" rel="noopener" title="">Leia o artigo na íntegra.</a></figcaption></figure></div>


<p>A paracoccidioidomicose (PCM), micose sistêmica negligenciada de alta relevância clínica e epidemiológica no Brasil, ganhou um aliado poderoso no mapeamento preciso de sua gravidade. Um novo estudo conduzido por pesquisadores do <a href="https://www.cancerthera.org.br/" target="_blank" rel="noopener" title="">CEPID CancerThera</a> demonstrou que a tecnologia de imagem molecular por FDG PET/CT é capaz de detectar mais do que o dobro de lesões corporais em comparação com os métodos convencionais de estadiamento. </p>



<p>O trabalho, intitulado <a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciag372/8711611"><em>FDG-PET/CT Demonstrates Superior Detection of Multiorgan </em></a><em><a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciag372/8711611" target="_blank" rel="noopener" title="">Involvement</a></em><a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciag372/8711611"><em> in Paracoccidioidomycosis Compared with Conventional Staging</em></a> e publicado na revista científica <em>Clinical Infectious Diseases</em>, aponta que a ferramenta redefine o panorama diagnóstico da doença, com impactos diretos na conduta médica e no tempo de tratamento dos pacientes.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>Precisão ampliada contra uma micose desafiadora</strong></strong></h4>



<p>Conhecida popularmente como a &#8220;doença do plantador de café&#8221;, a paracoccidioidomicose é contraída pela inalação de esporos do fungo do gênero <em>Paracoccidioides</em> presentes no solo. Embora afete primariamente os pulmões, a infecção pode se disseminar de forma silenciosa e agressiva para múltiplos órgãos por vias linfáticas e sanguíneas. O grande desafio clínico reside justamente no estadiamento tradicional [processo médico que consiste em avaliar a extensão, a gravidade e o grau de disseminação de uma doença pelo corpo para definir a melhor conduta terapêutica]: exame físico, sorologias e radiografias de tórax frequentemente subestimam a verdadeira extensão da carga parasitária e inflamatória no corpo, identificando lesões pulmonares isoladas enquanto focos extrapulmonares passam despercebidos.</p>



<p>Para solucionar essa lacuna, a pesquisa avaliou prospectivamente 34 pacientes com diagnóstico confirmado de PCM (entre indivíduos não tratados e indivíduos com suspeita de falha terapêutica). Todos os participantes foram submetidos tanto ao estadiamento clínico-convencional padronizado quanto a exames de corpo inteiro com FDG PET/CT.</p>



<p>Os resultados obtidos impressionam: &#8220;em nosso estudo observamos que o PET/CT identificou mais que o dobro de lesões em comparação com a avaliação convencional (150 versus 62), detectando, por exemplo, novas áreas de acometimento da doença que não haviam sido diagnosticadas com outros exames, com destaque para linfonodos, pulmões e glândulas adrenais. Além disso, o PET/CT reclassificou os pacientes como portadores de doença multifocal em 97% dos casos e elevou a proporção de casos classificados como graves, de 70,6% para 91,2%, evidenciando que o método pode ser mais acurado em avaliar tanto extensão quanto a gravidade da doença&#8221;, detalha <a href="http://lattes.cnpq.br/5795864019131560" target="_blank" rel="noopener" title="">Pricila Gama da Cunha</a>, doutoranda em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM-Unicamp).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="2297" height="2560" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo-infectious-disease-1-scaled.jpeg" alt="" class="wp-image-15733" style="width:443px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo-infectious-disease-1-scaled.jpeg 2297w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo-infectious-disease-1-269x300.jpeg 269w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo-infectious-disease-1-919x1024.jpeg 919w" sizes="(max-width: 2297px) 100vw, 2297px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong>(A)</strong> Exemplos de acometimento multiorgânico oculto revelados pelo PET/CT com FDG no <a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciag372/8711611">estudo conduzido</a>, invisíveis aos exames tradicionais. <strong>(B)</strong> Detalhes do mapeamento de lesões em múltiplos órgãos <strong>(C)</strong> Acompanhamento após seis meses de tratamento, comprovando a eficácia terapêutica com a redução drástica da inflamação.</figcaption></figure></div>


<p>A reclassificação da paracoccidioidomicose como uma condição multifocal e grave traz reflexos diretos para a prática médica. Como explica o Dr. <a href="https://bv.fapesp.br/en/pesquisador/169140/plinio-trabasso/" target="_blank" rel="noopener" title="">Plinio Trabasso</a>, médico infectologista e professor associado da FCM/Unicamp, essa mudança conceitual aprimora o entendimento da fisiopatogenia da infecção [mecanismos biológicos e celulares pelos quais os agentes agressores provocam o desenvolvimento e a evolução de uma doença no organismo]. Como destaca o especialista, a doença sistêmica apresenta um &#8220;componente inflamatório muito intenso, o que explica a síndrome consumptiva que acompanha o quadro e precede o diagnóstico&#8221; &#8211; um quadro clínico grave, caracterizado perda de peso acentuada, desnutrição, fraqueza extrema e debilitação física progressivo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>O que o exame enxerga e o valor do biomarcador metabólico</strong></strong></h4>



<p>Para entender como os médicos conseguem avaliar a gravidade da paracoccidioidomicose, é preciso olhar para dentro do organismo através da tecnologia. O exame de PET/CT utiliza um marcador radioativo chamado FDG — uma molécula análoga à glicose que &#8220;ilumina&#8221; os locais do corpo onde há um consumo acelerado de energia. Como tanto as células do câncer quanto os focos de infecções graves e inflamações gastam muita energia, eles se destacam no exame.</p>



<p>É aí que entram os biomarcadores quantitativos e volumétricos: como o volume metabólico das lesões (TMLV) e a glicólise total (TLG), métricas avançadas avaliadas no estudo. Em termos simples, em vez de apenas tirar uma &#8220;foto&#8221; estática para ver onde a infecção está, os pesquisadores conseguem calcular, por meio de softwares, o volume total e a intensidade exata do tecido doente espalhado pelo corpo. Dessa forma, se o paciente apresenta altos volumes metabólicos mesmo após o início do tratamento, isso pode indicar uma falha terapêutica ou resistência do fungo, funcionando como um “painel de controle” para guiar os médicos em direção a uma conduta mais assertiva.</p>



<p>Além de contar o número de lesões, o estudo explorou a quantificação metabólica avançada por meio de parâmetros como o SUVmax (captação máxima de glicose marcada), o TMLV e o TLG. Os pesquisadores observaram que esses índices numéricos apresentam correlação significativa com os títulos sorológicos e com marcadores inflamatórios tradicionais, como a Proteína C-reativa (PCR) e a velocidade de hemossedimentação. Segundo Gama, “pacientes com suspeita de falha terapêutica apresentavam valores significativamente menores de TMLV e TLG em comparação aos pacientes ainda não tratados, sugerindo que esses parâmetros refletem com precisão a extensão metabólica da doença e sua resposta ao tratamento”.</p>



<p>Outro ponto de destaque do estudo foi a comparação direta com a cintilografia com Gálio-67, um exame de Medicina Nuclear já consagrado na avaliação tradicional: o PET/CT demonstrou capacidade de detectar quatro vezes mais sítios de infecção ativa, oferecendo imagens superiores em termos de resolução anatômica em um tempo de aquisição consideravelmente menor.</p>



<p>Como pondera o Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/celso-dario-ramos/" target="_blank" rel="noopener" title="">Celso Dario Ramos</a>, médico nuclear, professor da FCM/Unicamp e vice-diretor do CEPID CancerThera, a mensagem central do artigo é a de que “doenças negligenciadas não precisam apenas de novos medicamentos, mas também de tecnologias modernas de imagem para que se faça o correto diagnóstico, a avaliação da extensão da doença e o monitoramento da doença”.   </p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>Infraestrutura pública e o papel estratégico do CEPID</strong></strong></h4>



<p>Para viabilizar uma pesquisa com esse nível de complexidade técnica e rigor quantitativo, a retaguarda tecnológica desempenhou um papel determinante. Avanço obtido pela equipe reflete diretamente a infraestrutura do CancerThera e o suporte contínuo da FAPESP. Segundo Ramos, o estudo sequer existiria sem o equipamento de PET-CT, cuja aquisição prévia e o posterior <em>upgrade</em> permitiram não apenas a realização dos exames, mas também a recuperação dos dados para as quantificações e a geração das imagens do artigo.&nbsp;</p>



<p>O pesquisador destaca ainda que o equipamento utilizado na Unicamp é um dos raros no país dedicados exclusivamente ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ressaltando a importância desse uso, Ramos defende que o investimento governamental na expansão de PET-CTs voltados à rede pública é um passo urgente — não apenas para a avaliar doenças oncológicas, mas também para o manejo assertivo de enfermidades endêmicas infecciosas e negligenciadas, como é o caso da paracoccidioidomicose no Brasil.</p>



<p>De olho no futuro, os próximos passos de pesquisa envolvem validar esses achados em estudos multicêntricos e com maior número de pacientes. Como explica Gama, esses trabalhos posteriores deverão &#8220;ampliar o grau de certeza das evidências e definir com maior precisão em quais cenários clínicos o PET/CT oferece maior benefício”. Além de confirmar seu papel no estadiamento da doença, a pesquisadora afirma que “esses estudos deverão esclarecer de que forma o PET/CT pode orientar decisões terapêuticas mais individualizadas, especialmente quanto à duração do tratamento e ao acompanhamento de órgãos específicos.&#8221;</p>



<p><strong>Ficha Técnica do Estudo</strong></p>



<p>Artigo: <a href="https://academic.oup.com/cid/advance-article/doi/10.1093/cid/ciag372/8711611" target="_blank" rel="noopener" title=""><em>FDG-PET/CT Demonstrates Superior Detection of Multiorgan Involvement in Paracoccidioidomycosis Compared with Conventional Staging.<br></em></a>Publicação: <em>Clinical Infectious Diseases (Oxford Academic)<br></em>Instituições: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — incluindo a Divisão de Medicina Nuclear, Departamento de Radiologia e Oncologia, Instituto de Física Gleb Wataghin, Divisão de Doenças Infecciosas do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Ciências Médicas e o Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro).<br>Financiamento: <a href="https://fapesp.br/" target="_blank" rel="noopener" title="">FAPESP<br></a>Pesquisadores envolvidos: <a href="http://lattes.cnpq.br/5795864019131560" target="_blank" rel="noopener" title="">Pricila G Cunha</a>, <a href="http://lattes.cnpq.br/2640972201304354" target="_blank" rel="noopener" title="">Maria Emília Seren Takahashi</a>, <a href="http://lattes.cnpq.br/7614294762436344" target="_blank" rel="noopener" title="">Raquel SB Stucchi</a>, <a href="http://lattes.cnpq.br/4602169147462512" target="_blank" rel="noopener" title="">Mariana Paixão Ribeiro</a>, <a href="http://lattes.cnpq.br/2269193525012179" target="_blank" rel="noopener" title="">Thiago F Souza</a>, <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/530/carmino-antonio-de-souza/" target="_blank" rel="noopener" title="">Carmino Antonio de Souza</a>, <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/barbara-juarez-amorim/" target="_blank" rel="noopener" title="">Barbara Juarez Amorim</a>, <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/178092/maria-luiza-moretti/" target="_blank" rel="noopener" title="">Maria Luiza Moretti</a>, <a href="https://bv.fapesp.br/en/pesquisador/169140/plinio-trabasso/" target="_blank" rel="noopener" title="">Plínio Trabasso</a>, <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/9042/celso-dario-ramos" target="_blank" rel="noopener" title="">Celso Dario Ramos</a>.</p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noopener" title="">Xenya Bucchioni</a> </em></sub></p>



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			</item>
		<item>
		<title>HORA CAMPINAS I 300 textos da coluna ‘Letra de Médico’</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/hora-campinas-i-300-textos-da-coluna-letra-de-medico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 22:13:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Carmino da Souza Há cinco anos, após ter encerrado meu período de oito anos à frente da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas e de retomar plena e exclusivamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Carmino da Souza</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="852" height="1148" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-19.10.37.png" alt="" class="wp-image-15702" style="width:372px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-19.10.37.png 852w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-19.10.37-223x300.png 223w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-27-as-19.10.37-760x1024.png 760w" sizes="(max-width: 852px) 100vw, 852px" /></figure></div>


<p>Há cinco anos, após ter encerrado meu período de oito anos à frente da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas e de retomar plena e exclusivamente minhas atividades acadêmicas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciei a desafiante missão de escrever um artigo semanal a convite da editoria do então recém-criado e hoje consolidado jornal virtual&nbsp;<strong>Hora Campinas</strong>. A ideia inicial seria reportar as mais diversas experiências que vivi como médico, professor de medicina, pesquisador e gestor de saúde, com destaque a quase onze anos como Secretário de Saúde em nível estadual (três anos) e municipal de campinas (oito anos). Denominei esta coluna como “Letra de Médico” pois entendi que o mais importante seria transmitir meus conhecimentos, experiências e opiniões, principalmente, dentro do campo da saúde pública ou especializada.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Quero dizer, não foi fácil ou melhor, foi muito difícil! Trata-se de um tremendo desafio discorrer, discutir, opinar, desenvolver ideias sobre os mais diversos temas ainda mais com esta periodicidade.</p>
</blockquote>



<p>Além disto, não poderia deixar de lado o contexto desafiador do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (SarsCov2) e a grave doença associada que foi denominada pela OMS como Covid-19 bem como todos os aspectos diretos e indiretos ligados a esta grave crise sanitária que ainda ocorriam e nos assombrava no início desta minha nova tarefa. Em adição, seria muito importante discutir todas as dificuldades que os sistemas de saúde, sejam públicos ou privados, teriam dentro daquele cenário colocando minhas experiências e dúvidas sobre o presente e o futuro da pandemia. Certamente, tivemos dois sistemas de saúde convivendo e por um tempo indeterminado: o que sempre houve, já muito desafiador e o sistema ligado à Covid-19.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Meu primeiro movimento foi fazer um elenco de temas que pudessem ter interesse e/ou importância no campo da saúde pública e onde eu pudesse ainda contribuir ao conhecimento e ao debate destes vários temas.</p>
</blockquote>



<p>Entretanto, este elenco rapidamente acabou e eu tive que, só ou ajudado por vários colegas de várias formações, desenvolver temas e crônicas que fossem de interesse e relevo à saúde. Minhas experiências anteriores como “escritor” estavam ligadas, em sua grande maioria, a escrever e corrigir artigos científicos, portanto, com a formatação e apresentação exigida pela comunidade científica. Busquei abrir um “leque” de assuntos pelos quais percorri em minha carreira de modo a transferir ao leitor um pouco do que vivi ao longo desta minha longa jornada como profissional de saúde e acadêmico de medicina. Procurei ainda, além de temas primordialmente assistenciais, incluir temas de interesse educacional e mesmo científico tentando contextualizar tudo isto nas “ciências da vida”, talvez a maior e mais complexa área do conhecimento neste século 21.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">(…)</h2>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="has-text-align-center"><strong>LEIA O TEXTO ORIGINAL NA ÍNTEGRA <a href="https://horacampinas.com.br/300-textos-da-coluna-letra-de-medico-por-carmino-de-souza/" target="_blank" rel="noopener" title="">NESTE LINK</a>.</strong></p>



<p></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/hora-campinas-i-300-textos-da-coluna-letra-de-medico/">HORA CAMPINAS I 300 textos da coluna ‘Letra de Médico’</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Da bancada ao pódio: como a inovação em câncer de pele do CEPID CancerThera conquistou o Desafio Unicamp 2026</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/da-bancada-ao-podio-como-a-inovacao-em-cancer-de-pele-do-cepid-cancerthera-conquistou-o-desafio-unicamp-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 19:09:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a ciência de fronteira encontra a visão de mercado, o resultado é a aceleração do futuro. É com esse espírito que o CEPID CancerThera celebra a conquista da equipe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="961" height="1280" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-17.08.18.jpeg" alt="" class="wp-image-15672" style="width:390px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-17.08.18.jpeg 961w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-17.08.18-225x300.jpeg 225w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-17.08.18-769x1024.jpeg 769w" sizes="(max-width: 961px) 100vw, 961px" /><figcaption class="wp-element-caption">Da esq. para dir., as integrantes da equipe LumiNova, campeã do Desafio Unicamp 2026: Gisela Kassick, Mariana Pereira e Lília Pessôa (em pé) e Lívia Aragão e Samarah Ramos (na tela).</figcaption></figure></div>


<p>Quando a ciência de fronteira encontra a visão de mercado, o resultado é a aceleração do futuro. É com esse espírito que o CEPID CancerThera celebra a conquista da equipe feminina LumiNova, composta por estudantes da Ilum Escola de Ciências — Gisela Ceresér Kassick, Lília Helena Gavazza Pessôa, Lívia Maria Barbosa de Aragão, Mariana Melo Pereira e Samarah Luiza de Medeiros Ramos —, que levou o primeiro lugar no <a href="https://inova.unicamp.br/desafio/" target="_blank" rel="noopener" title="">Desafio Unicamp 2026</a>, sendo também vencedora na categoria <em>voto popular</em>. Ao escolher como base de seu plano de negócios <a href="https://www.inova.unicamp.br/2022/04/tecnologia-associa-prata-ao-anti-inflamatorio-nimesulida-para-tratamento-de-cancer-de-pele/" target="_blank" rel="noopener" title="">a patente do complexo AgNMS</a> — uma formulação inovadora que une íons de prata (Ag) e o anti-inflamatório nimesulida (NMS) em um tratamento tópico focado em otimizar o combate às neoplasias cutâneas —, as jovens empreendedoras demonstraram que a inovação gerada nos laboratórios do centro está pronta para transformar a realidade oncológica.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong>Da bancada ao mercado: o potencial da patente AgNMS</strong></strong></strong></h4>



<p>O trajeto que levou ao reconhecimento no Desafio Unicamp deste ano tem raízes profundas na dedicação científica. A tecnologia vencedora gira em torno da <a href="https://tecnologias.inova.unicamp.br/tecnologia/1412_suporte/?utm_medium=email&amp;utm_campaign=desafio_unicamp_2026__divulgacao_ii_final&amp;utm_source=RD+Station" target="_blank" rel="noopener" title="">aplicação do complexo AgNMS</a> em um dispositivo desenvolvido para otimizar o tratamento de neoplasias cutâneas, potencializando a eficácia terapêutica e oferecendo um cuidado mais direcionado para lesões cutâneas. O que começou a ganhar forma pública em 2022, quando o potencial da associação farmacológica obteve destaque, amadureceu em solidez e valor estratégico ao longo dos anos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1285" height="832" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Desafio-Unicamp-2026-equipe-LumiNova-1.png" alt="" class="wp-image-15676" style="width:502px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Desafio-Unicamp-2026-equipe-LumiNova-1.png 1285w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Desafio-Unicamp-2026-equipe-LumiNova-1-300x194.png 300w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Desafio-Unicamp-2026-equipe-LumiNova-1-1024x663.png 1024w" sizes="(max-width: 1285px) 100vw, 1285px" /><figcaption class="wp-element-caption">Integrante da equipe LumiNova no momento da apresentação da equipe na final do Desafio Unicamp 2026.</figcaption></figure></div>


<p>No ecossistema do Desafio Unicamp, essa patente deixou de ser apenas um ativo acadêmico e ganhou tração comercial. Transpor essa barreira, no entanto, exigiu visão e rigor. Como aponta a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/ana-lucia-tasca-gois-ruiz/" target="_blank" rel="noopener" title="">Ana Lucia Tasca Gois Ruiz</a>, docente em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (FCF/Unicamp), pesquisadora associada ao CancerThera e mentora acadêmica da equipe, um dos grandes méritos do processo foi exercitar essa dupla perspectiva: &#8220;permitir que os estudantes pensem sobre as soluções apresentadas nas patentes tanto do ponto de vista científico quanto do ponto de vista empresarial&#8221;.&nbsp;</p>



<p>A vivência prática dessa transição revelou-se transformadora para as estudantes. Como destaca <a href="http://lattes.cnpq.br/9832682774087223" target="_blank" rel="noopener" title="">Mariana Melo Pereira</a>, integrante da equipe vencedora, &#8220;participar do Desafio Unicamp foi uma oportunidade de entender que uma boa tecnologia, por si só, não garante que ela chegue às pessoas que precisam dela&#8221;. A partir do suporte de mentorias empresariais e de negócios oferecidas na plataforma da competição, as alunas traduziram a complexidade físico-química do AgNMS em um modelo viável, percebendo a necessidade de olhar para além da bancada para &#8220;pensar também nas necessidades dos pacientes, na viabilidade da solução, no mercado, na regulamentação, nos investimentos e em como poderíamos transformar uma pesquisa tão relevante, idealizada pelos pesquisadores do CancerThera, em um produto com impacto real, que alcançasse o maior número de pessoas&#8221;, explica Pereira.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A força da pesquisa translacional e do ecossistema CancerThera</strong></h4>



<p>O sucesso no prêmio não é um evento isolado, mas sim o reflexo direto de um ambiente estruturado para a pesquisa translacional [etapa que busca transformar descobertas de laboratório em aplicações práticas para a saúde]. Integrado ao CancerThera, o desenvolvimento do AgNMS se beneficia de um trabalho multidisciplinar no qual Oncologia, Química Farmacêutica e inovação tecnológica caminham lado a lado.</p>



<p>Acompanhar esse percurso de perto exigiu imersão. Segundo Ruiz, que orientou o grupo por meio de reuniões online e trocas de e-mails, o suporte institucional envolveu desde resgatar o histórico do desenvolvimento da patente e compartilhar publicações do grupo de pesquisadores ligado ao estudo até conectar os alunos com outros integrantes da frente de pesquisa para esclarecer dúvidas sobre o nível de maturidade tecnológica do dispositivo. Essa retaguarda técnica garantiu que as estudantes compreendessem a profundidade do que estavam manejando antes de projetarem sua escalabilidade comercial.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong>O papel transformador da mentoria e do empreendedorismo científico</strong></strong></strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="2114" height="1308" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-24-as-15.10.44.png" alt="" class="wp-image-15679" style="width:551px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-24-as-15.10.44.png 2114w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-Tela-2026-07-24-as-15.10.44-300x186.png 300w" sizes="(max-width: 2114px) 100vw, 2114px" /><figcaption class="wp-element-caption">Parte do trabalho da equipe consistiu em transformar as ideias e soluções obtidas na pesquisa em um modelo de negócio viável, apresentado à banca de jurados da competição. </figcaption></figure></div>


<p>Mais do que celebrar uma patente, a vitória no Desafio Unicamp 2026 coroa a importância da formação de talentos e da cultura de inovação. A competição funciona como uma verdadeira incubadora de mentalidades, na qual estudantes são desafiados a olhar para fora dos muros da academia e projetar o impacto de suas ideias no mundo real.</p>



<p>&#8220;Como o foco é a formação e a pesquisa, o dia a dia acadêmico nem sempre nos disponibiliza tempo e ambiente para pensar em questões diretamente relacionadas a como transformar as ideias e soluções obtidas nas pesquisas em modelos de negócio que possam ser transferidos para a sociedade. Por isso, esse evento organizado pela agência INOVA é tão relevante&#8221;, avalia Ruiz.</p>



<p>Para as estudantes, a experiência acadêmica ganhou uma nova dimensão. Pereira pontua que o processo permitiu colocar em prática o aprendizado de sala de aula e que, ao &#8220;assistir aos workshops e treinamentos e conversar com nossos mentores, conseguimos até antecipar conceitos e ideias que só veríamos mais adiante no curso&#8221;.</p>



<p>Desafios práticos não faltaram ao longo do percurso. Entre as barreiras superadas pela equipe, Ruiz destaca que &#8220;um dos principais desafios foi pensar como escalonar a produção do dispositivo a partir das informações obtidas durante a pesquisa assim como estimar os custos de produção&#8221;. Além disso, as discussões se aprofundaram em frentes essenciais ligadas à sustentabilidade e à bioengenharia, passando por detalhes como &#8220;a estabilidade (tempo de prateleira) do dispositivo contendo o complexo AgNMS e a logística reversa, ou seja, ao final do uso qual seria o destino mais adequado para o dispositivo&#8221;, explica a pesquisadora.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong><strong>Olhos no futuro: o impacto real na vida dos pacientes</strong></strong></strong></strong></h4>



<p>Por trás de cada indicador de inovação e de cada modelo de negócio bem-sucedido, existe uma motivação humanitária. O avanço de propostas terapêuticas como o complexo AgNMS visa, em última análise, a oferecer alternativas mais eficazes, seguras e acessíveis para o tratamento de pacientes oncológicos que enfrentam o câncer de pele.</p>



<p>Superar barreiras e desmistificar o empreendedorismo científico é parte dessa jornada. Como resume a estudante <a href="http://lattes.cnpq.br/9495481143756608" target="_blank" rel="noopener" title="">Samarah Luiza de Medeiros Ramos</a>, integrante da equipe vencedora, a conquista representou uma virada de chave pessoal sobre o papel da inovação. &#8220;Vencer um desafio voltado à inovação foi uma conquista para mim, pois eu sempre senti que não me encaixava nesse meio. Hoje, porém, entendo que inovação é, acima de tudo, trazer algo de bom para a sociedade. Quando passei a enxergar a inovação por essa perspectiva, meu olhar mudou completamente&#8221;, avalia.</p>



<p>Ramos destaca ainda o orgulho de propor soluções voltadas ao sistema público: &#8220;Eu pude participar do desenvolvimento de um modelo de negócios que propõe trazer um tratamento ao SUS”. Experiência que, segundo ela, deixa um legado de incentivo para que outros estudantes acreditem em si mesmos. “Por isso, minha mensagem é: se você tem uma ideia que pode vir a ajudar a vida de alguém, faça de tudo para torná-la realidade. Ainda mais se você puder fazer isso de maneira acessível ao maior número de pessoas possível.&#8221;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong><strong><strong>O <strong><strong><strong>Desafio Unicamp</strong></strong></strong> </strong></strong></strong></strong></h4>



<p>Promovido anualmente pela <a href="https://inova.unicamp.br/desafio/" target="_blank" rel="noopener" title="">Inova Unicamp</a>, o Desafio Unicamp consolidou-se como a principal competição de modelos de negócios baseados em tecnologias patenteadas pela universidade. A iniciativa tem como missão acelerar a cultura do empreendedorismo acadêmico, conectando a propriedade intelectual gerada nos laboratórios do campus com o mercado e com a sociedade. </p>



<p>Na edição de 2026, a maratona de inovação registrou números expressivos: foram 324 inscritos divididos em 80 equipes, reunindo participantes de 54 instituições diferentes. Entre as dezenas de concorrentes, seis equipes chegaram à final, disputando as categorias de Avaliação da Banca e Voto Popular — sendo a equipe LumiNova vencedora em ambas as frentes.</p>



<p>O alcance e a força desta edição são sintetizados por <a href="https://www.linkedin.com/in/marina-luciana-da-silva-polozi-70023585/" target="_blank" rel="noopener" title="">Marina Silva</a>, gerente de inovação e administração na Inova Unicamp: &#8220;Chegar à 16ª edição do Desafio Unicamp com participantes de 14 estados brasileiros e, pela terceira vez em nossa história, reunir representantes das cinco regiões do país demonstra o alcance e a relevância que a competição conquistou ao longo dos anos. Também batemos o recorde de público na final, com mais de 600 inscritos, o que reforça o interesse crescente pelo empreendedorismo tecnológico e pelo potencial das pesquisas desenvolvidas na Unicamp&#8221;.</p>



<p><strong>Os pesquisador envolvidos na pesquisa que originou a patente do complexo AgNMS foram</strong>:</p>



<p><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/" target="_blank" rel="noopener" title="">Carmen Silvia Passos Lima </a>(Professora Titular em Oncologia do Departamento de Clínica Médica da UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/7253518907632846" target="_blank" rel="noopener" title="">Tuany Zambroti Cândido</a> (Faculdade de Ciências Médicas – UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/9592655337001047" target="_blank" rel="noopener" title="">Raphael Enoque Ferraz de Paiva </a>(Instituto de Química – UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/7987248199205915" target="_blank" rel="noopener" title="">Silmara Cristina Lazarini Frajácomo</a> (Universidade de Araraquara – UNIARA)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/3900943587013907" target="_blank" rel="noopener" title="">Douglas Hideki Nakahata </a>(Instituto De Química – UNICAMP)<br>Nayara Aparecida Simei Aquaroni (Universidade de Araraquara – UNIARA)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/5103173900175398" target="_blank" rel="noopener" title="">Pedro Paulo Corbi</a> (Instituto de Química – UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/8058174156603507" target="_blank" rel="noopener" title="">Wilton Rogério Lustri </a>(Universidade de Araraquara – UNIARA)<br><a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/ana-lucia-tasca-gois-ruiz/" target="_blank" rel="noopener" title="">Ana Lúcia Tasca Gois Ruiz</a> (Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/6742357135588288" target="_blank" rel="noopener" title="">Karin Maia Monteiro</a> (Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/2708977872316814" target="_blank" rel="noopener" title="">João Ernesto de Carvalho</a> (Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNICAMP)<br><a href="http://lattes.cnpq.br/4597532261449971" target="_blank" rel="noopener" title="">Camilla Abbehausen</a> (Instituto de Química – UNICAMP)</p>



<p><strong>Faculdade e Instituto envolvidos:&nbsp;</strong><br>Faculdade de Ciências Médicas – UNICAMP<br>Instituto de Química – UNICAMP<br>Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNICAMP</p>



<p><strong>Parceiro:</strong> Universidade de Araraquara – UNIARA</p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noopener" title="">Xenya Bucchioni</a> </em></sub><br><br></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/da-bancada-ao-podio-como-a-inovacao-em-cancer-de-pele-do-cepid-cancerthera-conquistou-o-desafio-unicamp-2026/">Da bancada ao pódio: como a inovação em câncer de pele do CEPID CancerThera conquistou o Desafio Unicamp 2026</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Ciência que transforma: 3º Simpósio Julho Verde e 1º Simpósio RECONNeckt unem forças pelo avanço oncológico</title>
		<link>https://www.cancerthera.org.br/ciencia-que-transforma-3o-simposio-julho-verde-e-1o-simposio-reconneckt-unem-forcas-pelo-avanco-oncologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo CancerThera]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 12:28:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.cancerthera.org.br/?p=15334</guid>

					<description><![CDATA[<p>A medicina oncológica atravessa um momento de transformação no qual a excelência técnica precisa caminhar de mãos dadas com a humanização e a tecnologia. Nos dias 10 e 11 de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A medicina oncológica atravessa um momento de transformação no qual a excelência técnica precisa caminhar de mãos dadas com a humanização e a tecnologia. Nos dias 10 e 11 de julho de 2026, a realização conjunta do 3º Simpósio Julho Verde – Câncer de Cabeça e Pescoço e do 1º Simpósio RECONNeckT, sediados no no <a href="https://instituto-iou.com.br/" target="_blank" rel="noopener" title="">Instituto de Otorrinolaringologia &amp; Cirurgia de Cabeça e Pescoço</a> da Universidade Estadual de Campinas (IOU/Unicamp), consolidou um modelo de encontro científico por meio do qual a teoria, a prática cirúrgica e a inovação se encontram para redefinir o cuidado ao paciente.</p>



<p>Essa sinergia entre os eventos permitiu unir a expertise do CEPID <a href="https://www.cancerthera.org.br/">CancerThera</a> na produção e na difusão científica com a missão prática da <a href="https://www.reconneckt.com.br/">Associação RECONNeckT</a>, que atua na capacitação de cirurgiões em procedimentos complexos e na promoção de cirurgias reconstrutivas humanitárias, ambos dedicados a casos ligados aos tumores de cabeça e pescoço.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>Educação, humanização e prática</strong></strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="799" height="533" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397606020_371fefbda5_c.jpg" alt="" class="wp-image-15341" style="width:483px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397606020_371fefbda5_c.jpg 799w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397606020_371fefbda5_c-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure></div>


<p>A parceria entre as iniciativas trouxe um dinamismo inédito ao evento ao integrar o treinamento prático em uma programação que discutiu, simultaneamente, decisões oncológicas de alta complexidade. Através de <em>Tumor Boards</em>, especialistas de diferentes áreas debateram casos reais, demonstrando que a integração entre Oncologia, cirurgia e reconstrução é vital para o sucesso terapêutico.&nbsp;</p>



<p>O evento também reforçou a reabilitação como um pilar essencial na jornada do paciente, que vai além da cura oncológica, dedicando espaços para o treinamento prático com próteses fonatórias e soluções para desafios como a disfagia e a mucosite. Ao incorporar a medicina de precisão na programação, reforçou ainda o papel da ciência na personalização do cuidado, reduzindo efeitos colaterais e aumentando a assertividade dos tratamentos.</p>



<p>Para a Dra. <a href="http://lattes.cnpq.br/1149157274972481">Fátima Cristina Mendes de Matos</a>, médica cirurgiã de cabeça e pescoço, coordenadora do serviço de cirurgia de cabeça e pescoço da Universidade de Pernambuco, coordenadora do evento e fundadora da RECONNeckT, essa preocupação com a formação prática é central para os residentes e estudantes. Conforme observou, o contato direto com a especialidade é o que motiva a nova geração de estudantes: &#8220;É nessa idade que começamos a apresentar as novas tecnologias aos jovens, mostrando todas as possibilidades de cuidado para o paciente oncológico&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="799" height="533" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/estudantes-de-medicina-em-pratica-durante-o-julho-verde.jpg" alt="" class="wp-image-15338" style="width:514px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/estudantes-de-medicina-em-pratica-durante-o-julho-verde.jpg 799w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/estudantes-de-medicina-em-pratica-durante-o-julho-verde-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure></div>


<p>Quem corrobora essa visão é <a href="http://lattes.cnpq.br/4797999824724544">Isabela Diniz</a>, estudante do 3º ano e aluna do programa Pesquisador em Medicina (MD-PhD) da Unicamp. Frequentadora assídua do Simpósio Julho Verde desde a sua primeira edição, ela destaca que a inclusão das atividades práticas neste ano representou um salto qualitativo para o seu aprendizado. Segundo Diniz, o formato permitiu &#8220;consolidar parte do que a gente consegue ver ali nos casos clínicos apresentados e aplicar aqui na prática&#8221;, o que ajuda a fixar o conhecimento e a tornar a experiência mais proveitosa mesmo para alunos de graduação, apesar da complexidade inerente aos temas discutidos. </p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-flickr wp-block-embed-flickr"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://flic.kr/s/aHBqjCZamC
</div><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Clique no álbum para visualizar melhor e baixar as fotografias do evento –</strong> <strong>ou através <a href="https://www.flickr.com/photos/200553709@N04/albums/72177720334696920/with/55397343028" target="_blank" rel="noopener" title="">deste link</a></strong>.</figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>Evolução e conscientização: o impacto na ponta</strong></strong></h4>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="799" height="533" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55396277927_3a6d783db0_c.jpg" alt="" class="wp-image-15340" style="width:483px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55396277927_3a6d783db0_c.jpg 799w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55396277927_3a6d783db0_c-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure></div>


<p>Ao refletir sobre a trajetória do Julho Verde, a oncologista clínica, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp) e pesquisadora associada ao CancerThera Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/ligia-traldi-macedo/">Lígia Traldi Macedo</a> aponta que o crescimento do evento reflete uma necessidade urgente da especialidade. Há três anos, relembra, “a primeira edição começou com um dia de simpósio, chamando alguns convidados externos. No segundo ano, repetiu o formato, mas já com mais inscritos e mais demanda de temas de discussão multidisciplinar&#8221;. Este ano, Macedo, que é também uma das coordenadoras do evento, celebrou a presença de especialistas de diversas áreas e de todos os estados do país. &#8220;O programa está crescendo cada vez mais, e espero que continue e fique cada vez maior&#8221;, afirma a pesquisadora, lembrando que a essência do Julho Verde permanece a mesma, a promoção do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço.</p>



<p>Como reforça o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carlos-chone/">Carlos Takahiro Chone</a>, professor da FCM/Unicamp e pesquisador associado ao centro, a mudança de paradigma começa na compreensão de que casos extremos, muitas vezes, tiveram um início silencioso. &#8220;A grande importância do Julho Verde, apesar de mostrar casos complexos, é que os futuros profissionais vejam que esses casos complexos, uma vez, foram casos pequenos&#8221;, explica. Segundo Chone, o diagnóstico precoce é o maior aliado não apenas para a sobrevida, mas para a manutenção da qualidade de vida do paciente.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="799" height="533" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397216846_841a5ca74d_c.jpg" alt="" class="wp-image-15342" style="width:483px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397216846_841a5ca74d_c.jpg 799w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397216846_841a5ca74d_c-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure></div>


<p>Para a Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/carmen-silvia-passos-lima/">Carmen Silvia Passos Lima</a>, médica oncologista, professora da FCM/Unicamp, pesquisadora principal e coordenadora da área de Inovação no CancerThera, o evento cumpriu seu papel ao suscitar debates essenciais: &#8220;Foram apresentados conhecimentos e atualizações essenciais para que médicos e demais profissionais que prestam assistência ao paciente com câncer de cabeça e pescoço, dos setores público e privado de diversas partes do país, atuem de forma integral e humanizada no exercício de suas funções&#8221;.</p>



<p><strong>A força da multidisciplinaridade</strong><br>Um dos consensos entre os especialistas, ao longo do evento, é que o câncer de cabeça e pescoço não se resolve isoladamente. Palestrante no evento, o Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/1106825617451942">Lucas Tenório</a>, cirurgião e especialista em cabeça e pescoço pela Santa Casa de São Paulo, enfatiza que a abordagem multidisciplinar é um imperativo ético. &#8220;Por menor que seja o problema, quando a gente pensa em câncer, principalmente na cabeça e no pescoço, o ideal é a abordagem multidisciplinar, com vários profissionais médicos e até não médicos envolvidos no cuidado do paciente&#8221;, avalia.</p>



<p>Essa sinergia foi detalhada pela Dra. <a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/maria-carolina-santos-mendes/">Maria Carolina Mendes</a>, nutricionista, pesquisadora associada e pós-doutoranda em Gestão da Pesquisa – Inovação e Transferência de Tecnologia no CancerThera. Para ela, o sucesso do tratamento depende de uma orquestração precisa: &#8220;Se a gente está pensando em reabilitação, exige que os médicos tenham um olhar bem atencioso em relação ao que isso significa. Ter um time completo realmente é o que a gente vê que faz total diferença no acompanhamento desse paciente&#8221;. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="799" height="533" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397216731_cb29a270be_c.jpg" alt="" class="wp-image-15343" style="width:551px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397216731_cb29a270be_c.jpg 799w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55397216731_cb29a270be_c-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure></div>


<p><strong>Inovação e governança na área de saúde</strong></p>



<p>O evento também foi palco para conversas urgentes, como o papel da tecnologia em saúde em tempos de Inteligência Artificial (IA). Parte dessa conversa esteve presente na palestra do médico cirurgião oncológico e especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, Dr. <a href="http://lattes.cnpq.br/3231252901480422">Francisco Araújo Dias</a>, que deu um passo além da medicina para concluir um MBA em <em>Data Science</em> aplicada à saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Para o especialista, o sucesso desse cenário digital não reside na tecnologia em si, mas na forma como é aplicada no cuidado: &#8220;Hoje, as ferramentas de engajamento para terapeutas são as que mais crescem no mercado porque elas ajudam o paciente a entender, com suas próprias palavras, o que ele precisa fazer. Então, em vez do “mediquês”, a ferramenta o ajuda a compreender melhor [a doença]&#8221;, explica. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="799" height="533" src="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55396277662_cb48591285_c.jpg" alt="" class="wp-image-15344" style="width:483px;height:auto" srcset="https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55396277662_cb48591285_c.jpg 799w, https://www.cancerthera.org.br/wp-content/uploads/2026/07/55396277662_cb48591285_c-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /></figure></div>


<p>Dias ressalta que, independentemente da modalidade — seja presencial ou telemedicina —, o acolhimento de um médico ou de uma nutricionista permanece o fator determinante para que a tecnologia cumpra seu papel de levar o paciente ao destino final do tratamento. Mais do que ferramentas, o especialista defende que a Medicina precisa de governança ética, garantindo a proteção dos dados dos pacientes e, acima de tudo, o protagonismo do médico na cocriação dessas soluções. Para ele, o futuro da Oncologia depende de profissionais que compreendam o linguajar tecnológico sem abandonar a prática clínica, pois é no contato direto com os desafios reais do paciente que nascem as maiores inovações.&nbsp;</p>



<p>Com os olhos também voltados ao futuro, Carmen Lima deixa uma mensagem clara aos jovens profissionais que hoje buscam seu espaço, seja na pesquisa ou na assistência oncológica: &#8220;Penso que os jovens profissionais com perfil assistencial devam atuar em equipe e não de forma individual, visando ao atendimento integral aos pacientes com câncer de cabeça e pescoço e respeitando as suas escolhas pessoais. Já esforços para o desenvolvimento de novos fármacos e procedimentos terapêuticos necessários para poupar vidas e anos de vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço ficarão a cargo daqueles jovens profissionais com perfil de pesquisador&#8221;, avalia.</p>



<p class="has-text-align-center"><sub><em><strong>Texto</strong>: <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/76187/xenya-de-aguiar-bucchioni/" target="_blank" rel="noopener" title="">Xenya Bucchioni</a> | <strong>Fotos</strong>:&nbsp;<a href="https://www.cancerthera.org.br/equipe-cancerthera/romulo-santana-osthues/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Romulo Santana Osthues</a></em>&nbsp;</sub></p>



<p></p><p>The post <a href="https://www.cancerthera.org.br/ciencia-que-transforma-3o-simposio-julho-verde-e-1o-simposio-reconneckt-unem-forcas-pelo-avanco-oncologico/">Ciência que transforma: 3º Simpósio Julho Verde e 1º Simpósio RECONNeckt unem forças pelo avanço oncológico</a> first appeared on <a href="https://www.cancerthera.org.br">CEPID CancerThera</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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